Conselho de Comunicação sugere criação de observatório para coibir violência contra jornalistas

Nesta semana, o Conselho de Comunicação do Congresso Nacional aprovou a proposta de Maria José Braga, presidente da Fenaj, de criar o Observatório da Violência contra Comunicadores.

 

A sugestão já havia sido feita anteriormente. A ideia é de que o observatório fique vinculado ao Poder Executivo, e não ao Legislativo. “A questão da violência contra os profissionais implica a adoção de atitudes imediatas (…) e o Executivo é quem tem os instrumentos para fazer isso”, explicou o conselheiro Davi Emerich, representante da sociedade civil e relator da proposta.

Somente neste ano, dois jornalistas foram mortos no País; e 41 casos de violência não letal foram registrados. Os dados foram apresentados pela Abert, durante a audiência. Segundo Adauto Soares, coordenador de Comunicação da Unesco no Brasil, nos últimos 12 anos 38 jornalistas foram assassinados no Brasil e apenas dez casos foram solucionados.

“Nunca vi um momento tão dramático para o exercício da profissão como o atual”, disse o conselheiro Domingos Meirelles, presidente da ABI. Ele ressaltou que inclui nessa avaliação o período da ditadura militar: “Naquela época, havia um profundo respeito entre o ditador de plantão e a classe jornalística. É uma contradição que em pleno estado democrático de direito o jornalista viva toda sorte de violência, o que não acontecia na ditadura”.

Meirelles destacou ainda a perda da representação social do jornalista na sociedade brasileira: “O jornalista se proletarizou, recebendo salário infame, o que o deixa mais suscetível a mazelas”.

(Portal Making Of, 11/05/2018)

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