Conversa ao Pé do Rádio – Museu do Rádio

Ainda bem que os idealistas continuam acreditando em idéias voltadas para o interesse da sociedade.

Ainda agora, Paulo Branco, radialista veterano e bloguero atuante, volta a tocar num ponto que tem sido motivo de cuidado e também de desilusões aqui em Santa Catarina. Referimo-nos à criação do Museu do Rádio.

Por aqui, a primeira notícia que se tem é do projeto Memória do Rádio Catarinense da então estudante de jornalismo Cirley Virgínia Ribeiro que, em 1984, lançou a idéia – e fez campanha – pela criação do Museu do Rádio de Santa Catarina.

O trabalho acadêmico foi aprovado, o então Curso de Comunicação Social da UFSC, hoje Curso de Jornalismo, endossou o projeto e o Museu foi criado. “Com muitas dificuldades, sem recursos financeiros, como afirma Cirley foram recuperados documentos importantíssimos sobre o rádio catarinense” (Ani).

Equipamentos utilizados pelas primeiras emissoras do estado, fotografias das décadas de 1940 a 1960 foram localizadas, bem como fitas (de rolo e cassete), discos 78 RPM e roteiros de programas jornalísticos e de novelas.

O Museu estava criado, o acervo foi aumentando e a nova jornalista foi cuidar da sua carreira profissional. E o projeto ficou nisso, alguns objetos e documentos ainda estão sendo mantidos no Curso de Jornalismo da UFSC em Florianópolis, mas não se fala mais no museu.

Recentemente, em 2008, um grupo de apaixonados por rádio lançou a campanha pela criação do Museu do Rádio de Blumenau, iniciativa que consagra o espírito pioneiro dos blumenauenses onde foi montada primeira emissora de rádio do estado de Santa Catarina, a Rádio Clube PRC-4.

No estado do Paraná a criação do Museu do Rádio tem uma história semelhante. E um dos seus fiéis e dedicados defensores é o radialista de muitas realizações Paulo Branco, a quem passamos a palavra:

Que fim levou o Museu do Rádio, fundado pelo então prefeito (de Curitiba) Maurício Fruet na Prefeitura Municipal? Lembro que na ocasião foi realizada uma grande reunião com todos os radialistas, velhos e novos, e não era época de campanha eleitoral. Lembro que eu disse ao Maurício: “Não há necessidade de mais nada, é só fechar a porta e você tem aqui mais de 500 anos de rádio”.

Foi uma reunião bonita com a presença e confraternização de uma pá de gente que fez e faz Rádio no Paraná, e a idéia, que não sei de quem partiu, foi rapidamente aceita. Aliás, com relação à reunião e a confraternização, desde meus tempos de lides sindicais que penso em realizar um jantar com a presença de toda essa gente, talvez agora seja a oportunidade.

E mais: na ocasião colocaríamos lá, gravadores para colher depoimentos que já serviriam para o dito Museu do Rádio. Se você que me lê nesse momento acha uma boa idéia, faça contato pelo fone: 252-87-58, horário comercial. Vamos começar. Vamos começar a organizar a festa?
Bom domingo – Conversa ao Pé do Rádio – Curitiba, outubro de 1988.

Pois bem, o tema voltou no blog do Paulo Branco no dia 19 de janeiro de 2009.
Será que desta vez vai? Lá, ou aqui? Ou nos dois estados?

0 respostas

Deixe um comentário

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *