Crise? Que crise? X Receitinha de Viver

Uma das coisas que eu mais gosto no Caros Ouvintes é que os colaboradores podem também falar sobre outros assuntos que vão além dos limites da comunicação social.

Um caso típico e muito apreciado são as minicrônicas que escreve o publicitário, jornalista, professor e escritor José Predebon. Sábio, aborda os mais variados e instigantes temas em textos de exatos 500 caracteres. Como os dois exemplos que bem ilustram o que estamos dizendo.

XÔ, CRISE!

criseO paradigma da crise diz que todos são afetados por ela, queiram ou não. Que tudo está indo ladeira abaixo levando a gente. Não é assim, se não quisermos. Crise atinge mesmo a quem se apega, a crentes no deus consumo. A quem trocou a alegria interior do ser pela festa superficial do ter.

Se choro por uma perda material eu a torno essencial, mas se a olho sorrindo sinto-me especial. O que há dentro de nós nunca pode ser perdido, e assim mantém seu valor, mesmo que a Bolsa despenque. Vivamos com a alegria por coisas simples que trazemos da infância. Não nascemos porque a economia estava em alta.


RECEITINHA DE VIVER

Nada é perfeito, eterno ou total, tudo é provisório e complexo. Inclusive até um amor, procurando bem, tem mancha. Assim, deixemos de lado unnamedas cobranças, mesmo as mudas, mães de ressentimentos. Conciliemo-nos com a realidade que está aí, com poucas iniciativas de mudança.

Mantenhamos amigos como são, alguns até chatos, pois do conviver virão influências, e acabaríamos parecidos, não fosse a brevidade do tempo. Por isso, sejamos Zen, fazendo o que vem à telha, ou quase. Com poucos cuidados, vivamos a individualidade. Base para sermos felizes, ainda que parcialmente.

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