Críticas e Venenos

“Críticas e Venenos” era um programa radiofônico de muito sucesso, explorando o bom humor. Buscava-se o pitoresco do mundo esportivo, as trapalhadas de seus dirigentes, jogadores e árbitros.
Por Clóvis Reis  e César MartinsO programa nasceu de uma coluna de jornal. Seu criador, Adolfo Nolte, conta que era linotipista do jornal A Cidade, de Blumenau, e durante a noite escrevia esta coluna. Ninguém sabia quem era o autor, já que ele usava o pseudônimo de “O Carrasco”.

Nolte foi levado para a Rádio Clube de Blumenau por Tesoura Júnior, em 1953, onde transformou a coluna em um programa de rádio. O espaço ocupava horários variados, sendo usado para alavancar a audiência dos demais programas da emissora. Normalmente ia ao ar das 11h45min às 12h.

O “Críticas e Venenos” consistia, como o nome já diz, em uma crítica a determinada personalidade da vida esportiva, utilizando texto e música. O texto configurava, descrevia a situação. Era a crítica. A música fazia o fechamento humorístico do quadro. Era o veneno.

A emissora também veiculava o programa na abertura das transmissões esportivas, como lembra Nolte (2003): “Antes do jogo, os melhores momentos da semana eram reprisados. Então nos estádios de futebol era aquela alegria toda, pois antigamente eles levavam o radinho de pilha para os campos. Era um sucesso… A gente tinha até orgulho de apresentar o programa”.

A comercialização do espaço dava-se por aluguel do horário na grade de programação, ou seja, a emissora fixava um determinado valor e o apresentador vendia anúncios publicitários para viabilizar economicamente a transmissão.


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Por Clóvis Reis

Doutor em Comunicação e professor da Universidade Regional de Blumenau (FURB). É autor dos livros Na fronteira da persuasão: os gêneros jornalísticos nas emissoras de rádio e Propaganda no rádio: os formatos de anúncio. É ainda coorganizador do estudo Realidade regional em comunicação.
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