Debate: é preciso fazer valer as leis que regem a radiodifusão

Durante vários governos, a mal cumprida legislação da radiodifusão brasileira permitiu que grupos religiosos ou não – sem nenhuma credibilidade empresarial – assumissem canais de rádio e TV. O que se constata agora é o resultado da política do “toma lá, dá cá” que dominou o meio concedente, o atual ministério das Comunicações. Começou anos atrás quando a JB AM (Rio), na época  rádio de melhor som e programação do país, foi interrompida com a demissão de uma centena de bons profissionais e surgisse na sua frequência conteúdo religioso produzido por três ou quatro pessoas. De lá pra cá, desapareceram inúmeras entidades e prefixos tradicionais. A presidente Dilma Rousseff, o ministro da área, Paulo Bernardo, e o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, têm autoridade para estancar casos como esse da Rádio Record de São Paulo. E, com vontade política, fazer valer as leis que regem o setor. Nosso rádio merece respeito.

2 respostas
  1. Jair Brito says:

    Complementando o comentário acima:

    Custa acreditar que a Rede Record, dirigida por pastores (sic), tenha demitido tantos funcionários (fala-se em mais de 200) em plena sexta-feira, véspera de fim de semana.
    A nova política nos departamentos de RH – de empresas sérias – recomenda não demitir neste dia da semana.Isso deveria ser lei. O ser humano, levado pela inesperada e angustiante situação de desempregado, pode recorrer a ações extremadas, inclusive atentando contra sua própria vida. Sábado e domingo, normalmente, são dias de muita calmaria.
    O desespero é maior em pessoas com mais de 40 anos de idade, aquelas que têm maior dificuldade em recolocação de emprego.

  2. Edemar Annuseck says:

    Meu caro Jair Brito,
    Estou aguardando o desdobramento dos acontecimentos verificados na Rádio Record. Fiquei muito triste ao ver grandes profissionais da comunicação brasileira sendo demitidos. Já postei no Caros Ouvintes matérias sobre a situação do rádio e dos radialistas nos dias de hoje. Em 12 de Janeiro deste ano escrevi sobre “Cadê a identidade do rádio” e se acessarem as minhas matérias desde 2007 que colaboro com o Caros Ouvintes verão que esse assunto foi abordado com muita constância. Com relação a Rádio Record, tomei conhecimento que deverão transformar a AM1000 na Rede Aleluia e colocar no ar de vez a Rádio Record News no FM 99.3 com o comando do Heródoto Barbeiro. Não sei mais detalhes, porém uma coisa gostaria de deixar registrada: trabalhei como contratado da Rádio Record de 1o. de Janeiro a 31 de Dezembro de 2009 e só tenho elogios para Cássio Lima, Roberto Forster, Paulo Roberto Martins que comandavam na época a rádio, publicidade e esporte respectivamente. Fui muito bem tratado. Todos os pagamentos eram depositados pontualmente na minha conta, não tive nenhum problema com ninguém na emissora. Pelo que tomei conhecimento a direção da emissora resolveu mudar totalmente sua programação e os grandes comunicadores que foram demitidos não seriam aproveitados nessa nova programação. Consta que a emissora estaria com bom faturamento o que não seria o entrave para continuar. Resolveram mudar a programação e como são os donos do prefixo… Pra completar: “Eu sei o que é ficar sem trabalhar. Estou a 20 meses parado”. Pergunte se alguém meu deu um mão ou me ofereceu um emprego. Nós profissionais estamos sendo substituídos por “verdadeiras aberrações” na apresentação de programas, locução, narração esportiva, comentários esportivos, etc, etc. Estou descansando em DEUS porque as coisas só acontecem no seu tempo. Tenho a certeza que logo estarei de volta para continuar contribuindo para o autêntico rádio brasileiro. Você que é um dos maiores diretores da história do rádio no Brasil, meu caro Jair Brito, sabe muito bem o que estou dizendo. É isso aí.

    Edemar Annuseck

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