Deivison Pereira, a irresistível vontade de vencer

Faz pouco mais de um ano que li uma crônica do Deivison Pereira falando sobre seu interesse pelo rádio desde quando ainda era garotinho e me comovi.

Na cadeira do barbeiroNa segunda-feira, dois de junho de 2014 faz um ano que participei do lançamento do seu programa Na Cadeira do Barbeiro pelas ondas da Rádio Luar FM, emissora comunitária de São José/SC. O bom de relembrar agora é que muita coisa boa aconteceu nesses 365 dias. Boas, sim. Mas, nem um pouco fáceis.

Por isso, ao registrar alguns fatos dessa história pedi ao próprio Deivison que me socorresse com informações consideradas relevantes por ele.

Começando

“Sentia uma pressão no peito, uma sensação de que ainda tinha algo a realizar. Então lembrei que há anos tinha vontade de escrever um livro. Mas sobre o que, me interrogava”.

E pensava. “Um garoto chamado de “marica” pelos colegas porque parava as brincadeiras com os amigos para ouvir as emissoras de rádio locais! É que eu queria mais do que ganhar os prêmios oferecidos aos ouvintes. Queria ver o locutor falando no seu ambiente de trabalho, no estúdio ou no auditório, ao vivo, e bem próximo do seu público. Era simplesmente fantástico. Mas, a cada visita que eu fazia a uma rádio, minha “vergonha” me impedia de uma aproximação maior”.

O tempo passou. “Fui de vendedor de banana recheada aos seis anos e aos 14 anos era jornaleiro vendendo o Diário Catarinense próximo ao Hospital de Caridade, na Ilha”.

O tempo passava, os sonhos se atropelavam, as conquistas começavam a se mostrar trazendo as primeiras luzes no caminho. Outras atividades vieram e por fim, depois de fazer dois cursos o jovem Deivison Pereira torna-se barbeiro profissional em 1996. Era o lado real de sua vida. E foi desse lado real que começaram a surgir as descobertas do escritor ainda um pouco escondido pelos medos da infância humilde, mas fluente em sua produção literária.

“Foi então, que por fim troquei ideias com a escritora Irene Rios e com o radialista Luiz Carlos Prates e percebi que o livro podia ser o caminho e que o livro deveria ser de crônicas. Com livro publicado, fui entrevistado por Ozias Alves Junior, editor e proprietário dos jornais em Foco atualmente circulando em São José, Palhoça e Biguaçu.”

“Ele disse que os meus livros representavam algo que lembrava reportagens, me elogiou e convidou para ser colunista de seus jornais. Pela sua simplicidade pensei que ele fosse um funcionário que pediria ao patrão uma vaga para mim. Fui a casa do Fábio Machado que já era colunista e ele disse, para meu espanto,  que Ozias era o dono dos jornais. A imprensa tem sido muito generosa comigo, além de publicar meus textos já me proporcionou mais de 40 entrevistas entre rádio, TV e jornais falando sobre meus livros”.

Passos seguintes

DAKOTA DUAL SIM“Certo dia ao abrir meu e-mail li Antunes Severo me incentivando a escrever sobre minhas experiências na barbearia. Isso foi por volta de maio de 2013. Respondi respeitosamente ao Severo informando que já escrevia no Jornal São José em Foco, em meu Blog, e tinha três livros publicados e um quarto quase pronto.

Antunes Severo pediu para que escrevesse uma crônica dizendo por que eu gostava de rádio. Pediu uma crônica de uns três mil caracteres. Em menos de 20 minutos escrevi uma crônica de cinco mil caracteres com o tema – O menino do rádio. O mais interessante nessa crônica foi o ato de escrever; eu não a havia elaborado nada previamente. Nunca havia pensado em escrever o que nessa crônica relatei, nem sequer lembrava disso. Tudo veio à mente enquanto rapidamente escrevia. Cada lembrança, cada detalhe se refletia na minha mente com uma força e clareza que me emocionaram. Era o meu primeiro “íntimo” contato com o rádio, senti. Intimidade e contato que que haviam ficado latentes, lá no fundo dos pensamentos e dentro do coração”.

“Severo gostou e me convidou para ser cronista voluntário do Instituto Caros Ouvintes. Depois me entrevistou em sua sala de trabalho no apartamento onde reside quando lhe revelei algo especial que acontecera recentemente: Numa manhã de domingo ao passar pela rua onde nasci e vivi por 35 anos acabava de ser se instalada a rádio Luar FM, emissora comunitária de São José.

Na entrevista com Severo, falei sobre o programa que levaria o título de meus livros de crônicas e coluna de jornais: Na cadeira do barbeiro – Entrevistas em forma de bate papo descontraído e boas músicas”.

Profissionalização

“A principio o portal Caros Ouvintes reprisava meus programas na íntegra. Com passar do tempo e trocando ideias com o Severo, Walter Souza e Nabor Prazeres, notei que seria melhor fazer as entrevistas em 15 ou 20 minutos, de uma só vez e não “segurar” o entrevistado no programa inteiro. O resultado mostrou-se bom”.

“Com o crescimento dos jornais – foi lançado recentemente o Palhoça em Foco – hoje são três jornais com tiragem média de 12 mil exemplares com minhas colunas semanais nas cidades de Palhoça, São José, Biguaçú, Antônio Carlos e Governador Celso Ramos, na região metropolitana de Florianópolis”.

“Incentivado pelo Severo fiz meu registro de jornalista junto a Delegacia do Trabalho – MTE 0005017/SC em 13 de novembro de 2013, aprovado em 48 horas depois da solicitação”.

Balanço

“Em fim, os sonhos de menino estão sendo realizados. Escrevo colunas semanais para três jornais da região metropolitana de Florianópolis. Tenho meu Blog [ http://deivisonnacadeiradobarbeiro.blogspot.com.br ]. O Caros Ouvintes publica todas as entrevistas com comunicadores ou pessoas ligadas à Comunicação. Para minha surpresa duas dezenas de famosos comunicadores que convidei aceitaram prontamente e têm comparecido regularmente nas datas agendadas”.

“Criei o programa, mais do que o menino do rádio havia sonhado. Não me tornei apenas radialista, com todo o respeito, tendo que apresentar qualquer coisa. Sou o produtor do meu programa. Faço as pautas em cada detalhe. Comercializo, elaboro os textos dos anunciantes, escolho quem fará a gravação, os levo a um bom estúdio e lá gravamos, eu coordeno pessoalmente todo esse processo.

Vivo um momento mais que especial, mais que sonhado. Três livros publicados, um quarto a caminho. Os jornais, o Caros Ouvintes, a produção e apresentação do programa. (Continuo com a barbearia como minha fonte de renda junto a esposa e participando de muitas atividade de cunho espiritual)”.

“Antunes Severo me auxilia a cada semana, em cada entrevista. Me chama bondosamente atenção quando deixo algo a desejar e não economiza elogios. Hoje não vejo mais como hobby tais atividades, mas sim de maneira mais profissional, embora com pouca experiência.

Vivo numa “corda bamba” e ainda me pergunto até quando conseguirei manter o sonho do menino. A busca por apoiadores ou a falta de tempo em buscá-los é uma limitação a ser vencida.

Paro e penso em Vinícius de Moraes “Que seja eterno enquanto dure”. E em Roberto Carlos “Se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi’.

Assim, assim, a cada momento, vou descobrindo que ainda poderei crescer mais. Sonho a cada dia com as 18 horas de cada segunda-feira, hora do meu programa na rádio.

Durante anos e anos brinquei em minha mente como se estivesse apresentando um programa de rádio, agora tenho o meu. Sonhei muito com isso. Agora, acordado, busco continuar curtindo o sonho realizando.

Perfil do programa Na cadeira do barbeiro.

Pauta para o dia 02 de junho 2014. Tu falastes que irias me entrevistar. Será dentro ou fora do programa?

18:00h – Abertura – Te apresento como participante especial. Falo que logo teremos a entrevista com Paulo Branchi.

18:05h – Apoiadores culturais

18:08h – entrevista com Paulo Branchi (perguntas sendo elaboradas em folha a parte, fique vontade em participar)

18:25h – apoiadores curta – 1 minuto.

18:26h – segundo e último bloco entrevista com Paulo Branchi (perguntas elaboradas em folha a parte)

18:38h – Uma única música (já pensei numa curta)

18:42h – Apoiadores – completo

18:45h – Bate-papo Antunes Severo e Deivison até o final.

19:00h – Voz do Brasil.

Na próxima segunda além da advogada terei a estreia de um dentista, gravei na quarta bem cedo. Ele irá participar uma vez por mês. Logo entrará um médico e bombeiros – utilidade pública.

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