Desligamento do sinal analógico na Grande Florianópolis completa primeiro mês

O desligamento do sinal analógico de TV da Grande Florianópolis completou um mês na quarta-feira (28).

Inicialmente previsto para 31 de janeiro deste ano, o processo acabou sendo prorrogado e realizado somente no último dia de fevereiro, quando a transmissão deu lugar a uma tela fixa informando o desligamento do sinal analógico. Florianópolis, Antônio Carlos, Biguaçu, Palhoça, Paulo Lopes, São José e São Pedro de Alcântara foram as primeiras cidades de Santa Catarina a ter o sinal desligado.

Ainda em 2018, no início de dezembro, os telespectadores de Blumenau, Joinville e Jaraguá do Sul também passarão a assistir TV de uma nova maneira, somente no sinal digital, com muito mais qualidade de som e imagem.

Para o Marcello Corrêa Petrelli, presidente do Grupo RIC e da ACAERT (Associação Catarinense de Empresas de Rádio e TV), parceira do Portal Making Of na série especial Agora é TV Digital, a avaliação do desligamento na Grande Florianópolis após o primeiro mês é positiva. “O trabalho foi muito bem conduzido”,afirma Petrelli. “Foi tudo bem, muito positivo e não houve nenhuma queda, pelo contrário a audiência cresceu em todas as televisões”. O retorno do público em geral e do mercado anunciante também tem sido positivo, segundo Petrelli.

Na avaliação de Beto Amaral, vice-presidente de Produto do Grupo SCC / SBT SC, o processo de desligamento do sinal analógico na Grande Florianópolis foi muito tranquilo. “Tivemos um planejamento que foi realizado e executado durante os últimos anos e conseguimos ter uma cobertura de quase 100% da ilha com a TV digital.”, diz. Para o executivo, planejamento foi uma palavra-chave em todo o processo na primeira etapa do desligamento. Por isso, nos próximos desligamentos no estado as emissoras já estarão preparadas para abaixar o botão. “Colocar em prática o que está no papel é tudo em qualquer processo que desejamos executar com sucesso”, diz.

Marcello Corrêa Petrelli diz que não só a expectativa do setor para os próximos desligamentos é positiva, como também estão conversando com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para antecipar o fim do analógico em Itajaí e região, a princípio previsto para 2020. “Estamos muito tranquilos para conduzir os próximos processos”, afirma Petrelli. Para ele, é um novo momento para a TV no Brasil e, em particular Santa Catarina por tudo o que a TV digital proporciona como mobilidade, qualidade, confiabilidade e interatividade. “Com certeza é um momento excepcional para o meio”, diz.

Cobertura muito maior pós-desligamento
O gerente técnico da RICTV Record, Rafael Mafra, avalia como positivo o processo de desligamento do sinal analógico na Grande Florianópolis. “O que destaco é que a tecnologia de transmissão digital permitiu termos uma cobertura pós desligamento muito maior que a que tínhamos com o sinal analógico devido a limitações que esta tecnologia nos limitava.”, diz Mafra.

“Tivemos um tempo maior para planejar este processo em relação à outras capitais do Brasil e usamos isso para estudar bem nossas características e decidir pela implantação de oito pontos de transmissão de sinal para cobrir a grande Florianópolis”, conta. Segundo Mafra, a estratégia se mostrou eficiente no caso da RICTV Record. Prova disso foi a emissora chegar com o sinal digital a locais, como o Sul da Ilha, onde algumas barreiras impedia que o sinal analógico fosse captado.

Washington Gasparetto, gerente técnico da NSC TV, lembra que o processo de conversão para o sistema digital ocorreu em aproximadamente 10 anos em Florianópolis. Por isso, no último ano, tecnicamente, o esforço foi bem menor porque grande parte dos telespectadores já tinha o sinal digital à sua disposição. “Fizemos apenas a melhoria em alguns sistemas de transmissão e a cobertura de dois pontos que tínhamos mais dificuldade (Pântano do Sul e Costão do Santinho, no Sul e no Norte da Ilha, respectivamente)”, diz.

Para ele, o grande desafio foi fazer com que o telespectador entendesse os benefícios do sinal digital, adquirindo equipamentos ou retirando seus kits e fazendo as instalações de forma correta. “Envolvemos mercado, associações, comunidades e entidades de ensino para viabilizarmos ações de esclarecimento por meio da conversão para o sinal digital”.

Tanto Mafra quanto Gasparetto consideram o desligamento do sinal analógico como um processo dinâmico e constante. Ou seja, as equipes mantém uma rotina de medições para saber se o sinal digital está chegando com qualidade, se está cobrindo a região conforme foi projetado. “Analisamos tecnicamente os níveis de intensidade de nosso sinal, para que estejam com fácil recepção do telespectador”, explica o gerente da NSC TV. “Quando identificamos queda na qualidade, revemos nossos projetos e atuamos na melhoria”.

Rafael Mafra conta que foi feita uma medição completa na região da Grande Florianópolis que identificou pontos nos quais a RICTV Record poderá avançar para chegar com o sinal com mais intensidade. “É importante também salientar que acompanhamos com pesquisas de sinal algumas particularidades da região como a direção para onde as antenas externas estão apontadas ou que tipos de antenas conseguimos visualizar”. “Isto nos ajuda a modelar melhor os sistemas que instalamos”, completa.

(Fonte: Portal Making Of, 02/04/2018)

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