cokuna deivison

Dia de visitas

Visitar segundo o que sabemos e confirma o amigo dicionário é: ir ver alguém, por cortesia, dever, afeição e etc. Há poucos meses recebi um vídeo onde um jovem falava de modo convincente sobre algo muito importante e uma grande verdade; o dia em que mais recebemos visitas, elogios e flores. Quando? No dia em que morremos, em nosso velório ou funeral.

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Justamente naquele dia em que não poderemos dar um abraço, um aperto de mão, um beijo, sentir o cheiro das flores e muito menos agradecer.

A modernidade parece que nos aproximou. Pelo menos em algumas situações; questões profissionais e com amigos ou parentes distantes. Mas no sentido de – aproximação, afeição, carinho, encontros e reencontros, olhos nos olhos, o sentir e compartilhar sentimentos; será que as redes sociais cumprem bem esse papel?

Dia 02 de novembro é uma data marcada por muitas visitas, visitas àqueles a quem amamos e não estão mais entre nós. (Vale ressaltar que a coluna não está discutindo conceitos espirituais e religiosos; há diferentes opiniões e crenças que devem ser respeitadas)

Lembrar de visitas, amizades, apoio a ser dado e recebido me fez lembrar do vídeo ao qual mencionei no início da coluna – o dia que mais recebemos elogios e flores.

Por que resistimos a um impulso que lá no fundo nos diz que deveríamos pedir perdão?
Qual a razão de suportar um desejo ainda que tímido de expressar o quanto amamos a alguém?
O que nos impede de tocar e acariciar nosso cônjuge, pai, mãe, filhos, avós?

Um certo dia 02 de novembro é com certeza um dia simbólico, marcado por saudades e para muitos por remoros.

Dias de visitas podem ser marcados por sorrisos vistos de perto, por abraços apertados, por beijos de verdade, pelo firme aperto de mão e olhos nos olhos, por saborear ainda que a mais simples comida e bebida; e toda comida e bebida com quem amamos torna-se um banquete.

Se um dia tivermos que visitar um amigo ou parente finado terá sido alguém que fora visitado em dias melhores. Dias onde houve trocas de experiências e todos os sentidos estavam em ação.

Dias em que os ouvidos, os braços, os olhos, a boca e o “coração” compartilharam o que há de melhor na dádiva da vida – a vida!

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