Dia global pede internet mais segura para crianças e adolescentes

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York

UIT

Internet mais segura. Foto: UIT (divulgação)

Representante especial da ONU pede aos países e à indústria da tecnologia da informação para combaterem abusos online de menores; Marta Santos Pais destaca que sem ação coordenada, milhões de crianças podem ser excluídas dos benefícios da rede.

O Dia Global por uma Internet Mais Segura é marcado neste 10 de fevereiro, com representantes das Nações Unidas pedindo o combate a abusos e explorações online contra menores. Os especialistas em direitos humanos divulgaram um comunicado conjunto sobre a data.

A representante especial do secretário-geral sobre Violência contra Crianças está entre os autores da nota. Marta Santos Pais destacou à Rádio ONU que a internet fornece para as crianças a chance de aprenderem e de se expressarem, mas é preciso combater os riscos.

Traumas

“Para aprender na escola, para fazer trabalhos de investigação, para socializar com amigos, mas ao mesmo tempo, há muitos riscos associados com a utilização das novas tecnologias.

Por exemplo, há muitas pessoas que fingem ser crianças, se introduzem nas redes sociais fingindo serem jovens, ao mesmo tempo ganhando a confiança e muitas vezes levando a situações altamente perigosas para a criança, vítima tanto de abuso sexual como da utilização de informação pessoal.”

Segundo Marta Santos Pais, identificar responsáveis por abusos online pode ser difícil, mas o trauma da vítima aumenta quando imagens tornam-se virais na internet.

Marta Santos Pais destaca que os países têm a responsabilidade de garantir que as crianças não sejam exploradas, até mesmo em ambientes online.

Medidas

“Por uma legislação que proíbe que a criança seja vítima de violência em qualquer circunstância e através da utilização das novas tecnologias transmita uma mensagem muito importante para a sociedade e para potenciais violadores dos direitos da criança.

E ao mesmo tempo, essa legislação tem de ser acompanhada, naturalmente, de mecanismos para detectar potenciais riscos, quem são as pessoas que se estão a aproveitar para comprometer a defesa dos direitos dos cidadãos mais jovens, etc.”

Os especialistas da ONU lembram que falta de privacidade, distribuição de materiais abusivos e cyber-bullying não podem ser o preço que se paga por inovação e liberdade online. O comunicado conjunto defende que a proteção de crianças e a liberdade de expressão não podem ser vistas como metas opostas

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