Disparidade entre crianças urbanas aumentou, diz Unicef

O relatório Estado Mundial da Infância, documento mais importante publicado pela agência da ONU, foi lançado nesta terça-feira e destaca a infância nas zonas urbanas.

MÍDIA | Joyce de Pina, Rádio ONU em Nova York*

O relatório anual mais aguardado do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, foi publicado nesta terça-feira com o título “Estado Mundial da Infância 2012: As Crianças num Mundo Urbano”. O documento ressalta que o número de crianças vivendo em zonas urbanas aumentou substancialmente. O fundo estima que há um bilhão de crianças vivendo em zonas urbanas nos dias de hoje. Apesar das grandes cidades normalmente oferecerem mais escolas, serviços de saúde e saneamento básico, nem todas as crianças têm o acesso a essas estruturas.

De acordo com o Unicef, estamos vivendo a maior onda de crescimento urbano da história, com mais da metade da população mundial concentrada nessas zonas. E como quase metade das crianças do mundo vive nas grandes cidades, é necessário colocar ênfase na identificação de suas necessidades.

O editor do documento, Abid Aslam, diz que “quando essas crianças atingirem maioridade, estarão vivendo nas zonas urbanas. Será alarmante se o ambiente em que crescerem for difícil”.

Um dos exemplos dados pelo editor são as favelas brasileiras ou as de Nairobi, no Quênia. “As crianças que vivem nesses áreas são forçadas a lidar com violência, exploração e falta de infraestruturas básicas como água potável ou acesso à educação. Provavelmente não foram ou não vão ser registradas quando nascem e as suas famílias não terão contratos de locação ou outra forma de contrato que as defendam de potenciais despejos. Esses fatores tornam suas vidas muito precárias”.

Falta de Dados

Segundo o relatório, a falta de dados estatísticos sobre as condições de vida nas favelas, em especial aquelas relacionados a crianças, torna ainda mais urgente a compreensão da dinâmica relacionada à pobreza e à desigualdade nas grandes cidades. É necessário aumentar a vontade política para melhorar a vida dos mais marginalizados.

Apesar disso, crianças excluídas das oportunidades da vida urbana gozaram de alguns benefícios na América Latina ou Ásia, por exemplo, onde foram levadas em conta em planejamentos urbanos e processos de decisão municipal. Nessas áreas foram registradas melhoras em segurança, infraestrutura e educação.

Os autores do relatório usam esses exemplos como evidência de que toda a população se beneficiaria da inclusão de marginalizados nos processos de decisão.

*Apresentação: Camila Viegas-Lee

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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