Ditado: Em terra de cego…

“Em terra de cego quem tem um olho é rei”. É mais ou menos assim o ditado que visa mostrar algo simples, porém interessante. Num lugar onde ninguém enxergasse quem tivesse boa visão estaria “por cima”, em vantagem.

Mas a linguagem conotativa nos dá a possibilidade de ver assim: Em lugares de pessoas sem visão (sem conhecimentos), quem tem visão (aquele que estuda, se informa, questiona) é rei.

O “cego” pode ter visão natural, enxerga as coisas a sua volta, talvez nem use óculos, mas não se mantêm informado, aceitada quase tudo o que vê, ouve, ou ocasionalmente lê. Simplesmente crer em tudo só porque ouviu o fulano de tal dizer é praticamente ser “cego”.

“Rei” pode ser aquele que não se acha o dono da verdade, sabe que pensar assim não é nada inteligente. Mas esse último costuma se precaver, não põe fé em qualquer coisa que lhe dizem. Não é só porque alguém é comunicador, TV, rádio ou jornal que significa estar ele ou ela certo. Vale a pena ler de verdade. Estudar. Perguntar. Discutir. Trocar ideias. Estar disposto a aceitar novas ideias. Cabe ao grupo dos que escutam, assistem ou ouvem “filtrar”, averiguar.

Cabe a nós comunicadores de qualquer meio de comunicação tomar cuidados. Embora haja os “cegos” há também os “reis”. Esses últimos não aceitam qualquer coisa. Sua “visão e audição” são mais aguçadas. Em terra de “cegos e reis” temos várias responsabilidades. Podemos confundir, informar ou ser questionados.

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