E agora Jornalista?

Estreado ao vivo nos estúdios da Rádio Antena Estácio, o programa “E agora jornalista?”, com apresentação de Cláudia Alves, trouxe os entrevistados e jornalistas Nader Kalil, do SBT, e Maria Paula da TVBV.
Por Phelipe Janning
Aluno da sétima fase de Jornalismo da Estácio de Sá (SC)

O enfoque principal foi de como formandos em jornalismo devem enfrentar o mercado de trabalho, cruzando as experiências dos apresentadores e as tendências da comunicação em Florianópolis. A produção foi da sétima fase noturna do Curso de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina. “Improviso é preciso em todo o meio jornalístico”, afirma Nader quando questionado sobre o início da profissão. “É preciso ter jornalismo na veia, se não você será apenas mais um com o canudo na mão, concorrendo no mercado”. O apresentador do programa que vai ao ar ao meio dia, no SBT local, começou jovem na rádio na época do “Technotronic”.
A ansiedade por um bom emprego que todo o formando atravessa nos tempos de hoje, não é nada fácil. “Antes mesmo de me formar, já tinha dois empregos e as empresas viviam atrás de jornalistas por falta de pessoas qualificadas no meio”, afirma Ricardo de Medeiros, professor da Estácio de Sá, formado na década de 1980 na Capital.


A apresentadora Cláudia Alves (C) ladeada pelos jornalistas Maria Paula,
da Rede Barriga Verde; e Nader Kalil, do SBT.

O supra-sumo dos que rumam para o mercado de trabalho, sem dúvida estão voltados para as Tvs e principalmente para o Grupo RBS, o mais estruturado no Estado. Os dois entrevistados passaram pelo grupo e Maria Paula diz que “a RBS foi uma boa escola e que muito aprendeu por lá, mas que era preciso continuar evoluindo e aceitar novos desafios.” Para Nader, o que antes apenas a RBS oferecia em termos de estrutura, “hoje boa parte das emissoras também oferecem e você já pode competir pelo índice de audiência junto com a RBS”.
Mas novas oportunidades sempre aparecem, é preciso estar atento. Maria Paula diz que freqüentemente estudantes visitam a emissora pra presenciar o dia-a-dia e ver como é produzido um programa. “Acho que todo estudante deve iniciar o trabalho no meio antes de formado, todo o tipo de experiência é valida”, afirma Maria.



Alunos da sétima fase noturna de Jornalismo posam com os convidados do programa “E agora jornalista?”. Professor de Rádio, Ricardo Medeiros, também está na foto (embaixo, de crachá).

Nader vê nas campanhas políticas uma possibilidade para iniciar a carreira. “Eles têm programas, fazem entrevistas, pautas e vivem durante a campanha aquela correria ao qual a maioria dos profissionais estão acostumados”.
O programa não foi nada consolador para os que estão prestes a estrear como profissionais na comunicação. Todo experiência acumulada durante o curso por vezes não basta, uma vez que o mercado está saturado e há muitas pessoas competindo diariamente por uma vaga. É preciso estar atento para as novas possibilidades e aceitar as oportunidades, elas podem se transformar em melhores empregos e salários e não serão únicas.

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