E se quisessem mudar?

1. “Hoje existe tanta gente que quer nos modificar. Não quer ver nossos cabelos assanhados com jeito. Nem quer ver a nossa calça desbotada, o que é que há.  Se o amigo está nessa, ouça bem, não tá com nada.

coracao 2Só tem amor quem tem amor pra dar. Quem tudo quer no mundo sozinho acabará. Só tem amor quem tem amor pra dar. Só o sabor de Pepsi lhe mostra o que é amar. Só tem amor quem tem amor pra dar. Nós escolhemos Pepsi e ninguém nos vai mudar.”

2. Vamos fazer um exercício de imaginação. Vamos supor, eu e você, que um maluco do governo decida, de uma hora pra outra, determinar que as peças de propaganda a serem veiculadas no rádio tenham um mínimo de qualidade. Que tome como modelo, por exemplo, a música cuja letra reproduzi aqui, de autoria de Sá, Rodrix & Guarabyra, que tanto sucesso fez na década de 70.
Absurdo? Olha o que está acontecendo na cidade de S. Paulo, onde o prefeito Kassab, com uma penada, varreu da cidade quase tudo o que se relaciona com a mídia externa.
3. Quem, entre nós dois e os demais, poderia imaginar que isso fosse acontecer? Pois é, aconteceu. Aconteceu porque nós – empresários, executivos, profissionais de marketing e de comunicação e fornecedores – abusamos. veiculamos, ou permitimos que fosse veiculado, tudo quanto era porcaria. O resultado taí.
4. Sinceramente, não acredito que a medida adotada pelo prefeito permaneça como está. Um ponto de equilíbrio será encontrado, porque o bom senso prevalecerá. Mas ficou o susto.
5. E o rádio?
O rádio, você há de concordar, tem o mesmo problema da mídia exterior, de baixa qualidade publicitária. Bota-se qualquer coisa no ar. É raro ouvirmos uma peça que valha a pena.
6. É evidente que faço, aqui, apenas uma provocação, cujo objetivo é fazer com que cada um de nós se esforce um pouco mais para criar peças publicitárias radiofônicas que dêem prazer de ouvir.
Para o bem do ouvinte, do anunciante e – caramba – nosso também.


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