Edwin Scott Balster, nosso Lord apaixonado

Ano passado, na edição de 11 de junho, publiquei aqui neste nosso recanto sagrado do site Caros Ouvintes o artigo “Edwin Scott Balster: uma revisão necessária“.

Edwin na casa do Severo no Jurerê Internacional, em 1992

Edwin na casa do Severo no Jurerê Internacional, em 1992

A revisão continua valendo e deve ser lida/relida como preâmbulo desta conversa de hoje em homenagem aos 90 anos que nos separam do nascimento deste personagem tão importante para boa parte da vida que juntos vivemos.

Relembro, além de nossas cantadas e decantadas escaramuças, de um tempo em que ser jovem e estar entre os vinte e os trinta anos era um deslumbramento inesquecível.

Esta história, para ser contada precisa trazer à cena uma jovem princesa, filha de família tradicional que no vigor de seus vinte anos se apaixona pelo nosso Lord, já passado dos 30 anos de idade. Maria Helena Cordeiro conheceu Edwin em 1960, firmou namoro em 14 de maio de 1961 e casou-se com ele no dia 27 de janeiro de 1962, tendo com padrinhos os amigos – e colegas de trabalho do noivo – Lauro Soncini, Adolfo Zigelli, Nivalda Jacques Severo e eu, que tenho a honra de narrar estes fatos. Depois disso, além de padrinhos viramos compadres com o batizado da Jasmine, nossa caçula, por eles.

Dessa união, do Lorde britânico com a doce princesa da Ilha da Magia, vieram frutos que continuam se reproduzindo na tarefa infinita de tornar eterna nossa pequena história material passada no Planeta Terra: Alexandre, o primeiro filho do casal, tem dois filhos: Joana, nascida em 1998 e Alexandre em 2013. Jorge, tem a Rafaela, de 2007 e Henrique de 2008. E Olga, a caçula, tem o Arthur, nascido em 2007.

Edwin Nesta quarta, 09/06, liguei para a Maria Helena para confirmar algumas datas e nos divertimos um bocado com a “barra” que ela teve de encarar em função dos “antecedentes” atribuídos pelas más línguas ao nosso querido Lorde. Primeiro, a diferença de idade entre eles; segundo, a fama de boêmio que nós tínhamos; e terceiro, com a pecha que o Edwin carregava de já ter sido casado e ter abandonado a mulher. Além disso, somava-se o fato de que a Maria Helena já era portadora de curso universitário e trabalhava profissionalmente na sua especialidade; e o Edwin, mal terminara o segundo grau e sua profissão de radialista, naquela época (até agora, não?) era vista como um antro de ” festeiros irresponsáveis, vagabundos e desordeiros” que aprontavam deixando de pagar a pensão onde moravam, faziam “mal” às namoradas e desapareciam do dia para noite, mudando-se para outra cidade.

Ainda bem que, como na maioria dos casos, essa era uma generalização indevida sobre um segmento profissional que se destacava por estar exposto num tipo de trabalho voltado para o lazer, a diversão e a informação de uma sociedade que tinha no rádio uma das maiores descobertas do século XX. Além disso, o Edwin estava muito longe desse enquadramento. Gostava de conviver com seus amigos, divertir-se nos lugares festivos da cidade e tomar os seus tragos, porque era livre, independente e descomprometido.

Mas, quando comprometido, soube moldar-se e mostrar o seu lado meigo, desprendido, carinhoso e afável que norteou seus 45 anos de feliz e profícuo relacionamento com o amor de sua vida, a encantadora princesa, a ilhoa Maria Helena Cordeiro. Edwin, morreu tranquilo e sereno quando dormia na madrugada do dia 20 de março de 2008.

1 responder
  1. Sérgio Freitas Flores says:

    Me trouxe muitas lembranças boas de churrascos feitos em sua casa, numa travessa ao lado da beira mar! Foi muito amigo do meu pai, foi operador de vídeo tape na TV Cultura aonde trabalhava com vt’s quadruplex. Minha primeira monareta 77 dobramatic me foi dada de presente por eles! Que tempo bom! Valeu mesmo pela lembrança! Sempre dou uma voltinha por aqui!!

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