Eloar, suas asas estão limpas e leves…

Durante vinte e três anos vivemos juntos. Nesse espaço de tempo, muito amor e muita compreensão, até que a vida nos indicou caminhos diferentes. Mas nem tão distante um do outro caminho porque três lindas filhas continuaram a nos dar a oportunidade de saber, sempre, que estávamos bem. E, quando um estava mal, o outro sabia disso e orava. Depois, os netos… E os bisnetos. Deus foi bom pra nós. E, por todos eles, orávamos cada um em sua gaiola, morada na terra que representa a escola de cada um. Orar sempre foi a nossa constante. E, sempre, pelo bem-estar dos outros. Você, o pássaro. A gaiola, sua. Como todos nós somos pássaros, com a nossa gaiola. O pássaro, a sua alma. E que, agora, voou. Sem peso nas asas porque suas asas estão limpas. Fez o que tinha que fazer, errou o que tinha de errar, o que estava escrito, leu. Escreveu o que outros deveriam ter lido. Sua alma só voa livre e solta rumo à morada do Senhor porque estão limpas e leves. As pessoas, às quais sem querer com a alma, feriu, haverão de perdoar. E quem você ajudou a ver a vida, a ter vida, a viver a vida, saberão agradecer e pedir ao Senhor:

– Senhor…

– Receba esta alma, este pássaro de asas limpas e leves…

Eloar Bittencourt Ramos | 02/11/1938 – 07/11/2011

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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