Em tempo: não guarde segredo disso!

Caro leitor-ouvinte: há 60 anos foi fundada em Criciúma a Sociedade Rádio Difusora Eldorado Catarinense Ltda. Pelos seus microfones passaram profissionais que ainda hoje representam padrão de referência no rádio de Santa Catarina. Dentre estes está Agilmar Machado de quem apresentamos o comentário seguinte.

Os mais respeitáveis ouvintes (antigos) da Rádio Eldorado de Criciúma conheceram a nossa fase frente àquela emissora; assim como na Tubá, Rádio Araranguá e outros prefixos.

Jamais houve equipe como a que nos reuniu (os três irmãos mais velhos – César, Ariovaldo e eu – juntos pela única vez), os saudosos Ézio Lima, Sebastião Humberto Pieri (cronista), Gandréa Netto (cronista), Dalcy Rovaris (produtora, inclusive de rádio-novelas), Santos Flores (e o Regional R-6), além, evidentemente, do inesquecível médico, diretor geral e excelente tenor, José De Patta. Muitos mereceriam estar nessa galeria de honra, no entanto, sequer somos levemente citados como “colaboradores”, quanto mais como profissionais.

Confesso que na Tubá, ocorre fato idêntico: Padre Osny Rosenbróck (que competência e coragem!), César, Ézio, Osvaldo Della Giustina (pai da UNISUL), Odery Ramos, eu e tantos outros gabaritados profissionais acabaram com a Tubá unicamente dos trovadores sertanejos e dos ferro-luz e imprimiram uma conotação de rádio-jornalismo jamais vista em Tubarão. O “céu” nublou para as figurinhas de antes e o nosso nome outra vez não consta – nem de longe – do site com a história da Rádio!

Em Criciúma e Tubarão, essas “borrachas” que “apagam” da história a todos os citados, tem nome, sobrenome e endereço!

Por isso, principalmente cobrando o merecimento de que (mesmo agora e mais que nunca) os nomes do finado José De Patta e de Ézio Lima (que já se encontra igualmente no Oriente Eterno sob as bênçãos e proteção do Supremo Arquiteto, juntamente com sua eterna amada Carmen Vargas Lima, cuja morte anterior o levou aos descaminhos que conhecemos e, por fim, ao infarto fulminante que o vitimou sobre a máquina de escrever), nego-me ao aviltante papel de destacar mediocridades que, culturalmente, enterraram – literalmente – esses dois prefixos (especialmente e Tubá).

Um dia – se chegarmos lá – relatarei esse aviltamento descabido e pernicioso, maldoso e vil, que sempre nos desejaram impor perante a história imutável!

(im memoriam de ÉZIO LIMA, JOSÉ DE PATTA, DALCY ROVARIS, SEBASTIÃO PIERI, SANTOS FLORES… E TANTOS OUTROS DE ETERNA LEMBRANÇA PARA NÓS)

EM TEMPO: NÃO GUARDE SEGREDO DISSO!  OS REGISTROS HISTÓRICOS, MESMO TRAIÇOEIROS, PREC ISAM SER POSTOS À PÚBLICO!

Caro Agilmar, tomei a liberdade de dar ao texto a redação de um depoimento, embora tenha sido enviado em forma de correspondência pessoal. Fiz isso por duas razões: por concordar com tuas ponderações e por entender que os nossos Caros Ouvintes precisam conhecer um pouco mais sobre a história real do rádio e da televisão de Santa Catarina. Abraço fraternal do amigo e companheiro, Antunes Severo

5 respostas
  1. Aderbal Machado says:

    Meu caro Agilmar, mano velho de guerra:

    Por essas e outras prefiro deixar como está e não atender o honroso convite para escrever sobre a história da Eldorado de Criciúma. A emissora em si tem méritos, como instrumento de força da cidade naqueles tempos citados por você. Muitos dos que por lá passaram, compondo o elenco de valores do rádio e da imprensa de Criciúma, dentre os citados por você e tantos outros (Diomício Freitas, dono da emissora durante muito tempo não pode, jamais, ser esquecido), hoje são simplesmente esquecidos em qualquer referencial (exceção do historiador Mário Belloli, este um dos estudiosos mais respeitados da história da cidade) que se faça sobre imprensa e rádio de Criciúma. Dentre tantos, a Família Machado. De onde vem essa ojeriza, não sei. Nem quero saber, também. Só lamento que estejam burlando os fatos e escarnecendo da verdade.
    Parabéns a você e considere-me signatário do seu protesto.

    Do mano,

    Aderbal

  2. Lenita Cauduro says:

    Caros Agilmar e Aderbal,
    Não fiz parte do elenco da emissora em seus áureos tempos, minha história com a Rádio Eldorado é bem mais recente porém,da mesma forma e, não sendo Machado de sobrenome sinto esta mesma desconsideração.
    Minha passagem foi breve(maio/2002 a abril/2004)época em que ocorreu a venda da emissora para outro grupo e a descacterização do veículo que detinha, creio que, desde a sua fundação, a liderança na Região Sul.
    É lamentável que a história de um veículo tão importante esteja sendo tratada desta forma.
    Abraços,
    Lenita Cauduro

  3. Aderbal Machado says:

    Minha caríssima Lenita,

    Você foi, sim, uma das estrelas da cidade. Pode ser que nem tanto da Rádio Eldorado. Mas o nascimento da TV Eldorado, em 1979, teve em você a sua estrela principal, junto com o Antônio Luiz, Luiz Antônio e Regina Francfort, que a admiravam tanto e a nós todos deram força incrível.
    Você, como os tantos citados pelo Agilmar – por que não? -, merece consideração e muita. Mas que somos renegados, proscritos, indesejados, inclusive na história real do rádio e da comunicação em Criciúma, isto é inegável.
    Eles apagaram a parte mais importante da história da comunicação em Criciúma. Eles, digo, alguns cabeçudos sem noção, como dizem os mais jovens. Se querem assim, que assim seja. Façam bom proveito. Por mim – e tenho certeza que você e o Agilmar -, estou muito bem por aqui, em Balneário Camboriú. Fazendo rádio, jornal, televisão e, sim senhores, sendo muito bem considerado e respeitado, graças a Deus.

    Um abraço, minha “ídala”

    Aderbal

  4. Carla Cascaes says:

    Aplaudo, de pé, quem é autêntico, corajoso, leal e diáfano no que diz!
    Que documento histórico temos, finalmente, deslindando borrascosos e decenários quadros de imagens distorcidas por interesses incofessáveis, desmascarando os eternos manípuladores da história!
    Isso não se via, há muitos anos, na história da imprensa contemporânea. Louvo essa sua oportuna iniciativa de pôr a público essa mensagem e suas oportunissimas respostas-depoimentos. Teríamos muito a aduzir ao que expõe esse respeitável Homem de Imprensa de Santa Catarina, que – retornando ao seu estilo – não deixa meios termos a manchar a Balança da Justiça e da verdade, pondo seu “fiel” a prumo certo.
    Aproveito para lembrar um nome – tubaronense até a medula – mas que não faltou à real história das comunicações em sua cidade natal, publicando uma preciosa obra sobre o tema: Tubarão – do Primeiro Centenário ao Segundo Milênio. Infelizmente não possuo seu livro, mas sei que ele reputa o período hoje omitido da história da primeira emissora da cidade destacando, com merecidos méritos, a fase relembrada na mensagem principal extraida por você de um e-mail de seu autor e amigo. Esse livro – quiçá por isso mesmo – não se encontra à venda em lugar algum. Trata-se de ALBERTO CARGNIN – um homem que, antes de mais nada, teve encomioso compromisso com a verdade! Lamentavelmente Cargnin faleceu há poucos anos, vítima de acidente de trânsito quando retornava de uma farmácia defronte ao seu prédio, ao atravessar a Avenida Gama D’Eça, ai em Florianópolis.
    Um abraço forte, Caro Severo,
    Carla Cascaes
    ([email protected])

    INCENTIVADA PELO JORNALISTA MACHADO, TE TRANSMITO TAMBÉM A MAIS AUTÊNTICA DEMONSTRAÇÃO DE PROFISSIONALISMO QUE JÁ CONSTATEI NOS ÚLTIMOS ANOS: “NÃO GUARDE SEGREDO DISSO”!!!

  5. Aimberê Araken Machado says:

    Os meus irmãos Agilmar e Aderbal são dois jornalistas “de raça”, profissão combativa cujos requisitos principais – competência, coragem e desprendimento pessoal – a mim faltaram. Talvez por isso, preferi ser apenas ensaísta e cronista, escolhendo como temas a literatura, a História e alguns fatos pitorescos de nossa terra natal (estes, através do “Jornaleco”, editado quinzenalmente, em Araranguá, pelo jornalista Ricardo Grechi ). Além disso, resolvi colaborar, com artigos variados, para a Revista “História Catarina” (de Lages), cujo editor, Claúdio Silveira, me prestigia e valoriza meus textos.
    No tocante à OJERIZA que algumas pessoas de Criciúma revelam por nós, da família Machado, trata-se, infelizmente, de fato comprovado (exceção feita ao nosso querido amigo Mário Belloli, – como mencionou o Aderbal). Todavia, não alimentemos mágoas nem rancores. Parafraseando Fidel Castro, podemos dizer: ” A HISTÓRIA NOS ABSOLVERÁ ” …

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