Emissoras esperam aumentar faturamento em 4% em 2009

Um mercado com faturamento anual de aproximadamente R$ 1,673 bilhão e com crescente participação no segmento publicitário brasileiro.

Esses são os resultados apontados por uma pesquisa inédita realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), encomendada pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

Os dados do estudo e os desafios para o setor – que espera crescer cerca de 4% este ano – foram os destaques de uma série de encontros promovidos pela Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (AERP) nesta semana, e que reuniram mais de 300 empresários e executivos de rádio do estado nas cidades de Curitiba, Castro, Londrina, Maringá, Francisco Beltrão e Foz do Iguaçu.
Segundo o diretor de relações institucionais da Abert, Flávio Cavalcanti Junior, o setor desconhecia dados importantes, como a sua própria participação no mercado publicitário. Por isso, a pesquisa foi essencial para os empresários terem consciência da força do meio. “Até esse estudo, desconhecíamos qual era o faturamento das rádios no Brasil. Dados extra-oficiais indicavam números bem abaixo da realidade. Desta forma, fica evidente a relevância do meio rádio”, diz.

De acordo com Cavalcanti Junior, o cenário futuro para o segmento é positivo e indica que o faturamento deve continuar crescendo. Para o diretor da Abert, a crise financeira mundial não deve atingir de forma contundente as emissoras de rádio. “Ela é mais psicológica do que real no país. Acredito que não haverá recessão no segmento”, diz. “Um dos motivos é que quem produz tem que comercializar, e só comercializa quem anuncia. Não teremos um ano maravilhoso, com crescimento de 10%, mas a expectativa é crescermos acima dos 4%.”

Os encontros também discutiram os desafios a serem superados para que o segmento continue crescendo. Segundo o presidente da AERP, César Teles, os principais problemas enfrentados são o grande número de rádios ilegais e a indefinição sobre as novas tecnologias.
Teles ressalta que a ilegalidade tem sido tratada com vistas grossas pelo governo federal. E, para ele, mais grave do que a atuação de rádios piratas é a das comunitárias ou educativas que agem de forma desvirtuada. “Elas têm a concessão do governo e acabam fazendo a comercialização de anúncios, o que é proibido. Nos grandes centros, essas rádios não chegam a ter grande influência. No entanto, no interior há algumas rádios que deveriam abranger um raio de um quilômetro, mas chegam com sua programação em até duas cidades. Com isto, a concorrência se torna desleal e muitas emissoras AM e FM simplesmente quebram.”

Outro ponto que preocupa o presidente da AERP é a demora para a definição das novas tecnologias que serão utilizadas pelo segmento. De acordo com Teles, enquanto as televisões já estão transmitindo com sinal digital, esta tecnologia ainda não está totalmente pronta para o rádio. “Estes não serão os últimos desafios do segmento, que vem sobrevivendo bem a todos os obstáculos impostos, como o surgimento da televisão e mais recentemente a internet”, comenta.
Para Teles o futuro é promissor, mas é preciso planejamento e união do setor. “Os encontros serviram para preparar os empresários para enfrentar esse cenário de incertezas. Além de podermos discutir as particularidades de cada região. E mesmo com tudo isso, teremos um belo futuro.”

Fonte: Gazeta do Povo – Curitiba | Daniel Costa, do JL Online
Colaborou Vera Lúcia Correia da Silva

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