Entre o dizer e o fazer

Mais uma vez estamos nos dias em que muitos nos desejam tudo de bom. As despedidas são especiais, geralmente acompanhadas de beijos, abraços e claro, as felicitações. Num ano de 365 dias com toda a correria, estresse, falta de mobilidade, impaciência, injustiças, amarguras e tédio tudo parece sumir por horas ou mesmo minutos. Seria injusto dizer que quem nos deseja todas essas felicidades diz isso da boca para fora, mas ao mesmo tempo há os que o fazem. Parece duro dizer isso?

Não creio. Noto em cada dia do ano nas mais diversas situações pessoas afastadas da família, com raiva dos colegas de trabalho, sem paciência com os demais motoristas no trânsito, sem ser educado com a moça da panificadora, deixando de maneira mal educada o carrinho de compras largado no estacionamento do supermercado. O leitor (a) deve ter se lembrado de algumas outras coisas desagradáveis. Como seria bom fazermos mais do que desejarmos o bem: Praticarmos o bem.

Desejar felicidades, paz e coisa e tal e em seguida beber demais e dirigir, colocar a vida dos outros em risco não compete com as felicitações dadas anteriormente. Falar mal de quem acabamos de abraçar. Jogar “lixo” em quem beijamos. Não. Prefiro a prática. Nós que escrevemos bem sabemos o poder das palavras, mas ainda assim, quando sem essência, palavras são meramente palavras, qualquer um as pronuncia. Prefiro me esforçar e ter prazer em praticar o verdadeiro respeito e consideração pelas pessoas. Existe sim uma grande diferença entre o dizer e o fazer.

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