Erramos o bote

Memória | Capítulo 19 O Mário Vendramel havia trocado de carro e quando chegou à Rádio, em meio ao bate-papo ele nos disse que havia estacionado ali em frente à Bedois, na Rua Barão do Rio Branco.

O Dermeval Costa e eu resolvemos aprontar uma malandragem pro Mário. Num papel grande escrevemos, com letras garrafais: “VENDE-SE”. Pusemos um preço ridículo e escrevemos em baixo: “Tratar com o Mário, na Rádio Clube”. Numa porção de folhas de papel de rascunho, escrevemos um monte de bobagens e descemos a escada levando fita adesiva. Prendemos o anúncio de “VENDE-SE” na parte externa do parabrisa e quando fomos colocar os outros papéis percebemos que a porta do carro estava aberta.

Mas que beleza! O Dermeval e eu entramos no carro e enchemos de papéis a parte interna do parabrisa, os vidros laterais, os acentos, tudo com besteiras dirigidas ao Vendramel. De repente, ouvimos gargalhadas e vimos na sacada do prédio o Sérgio Fraga e o Mário morrendo de rir. Percebendo que fôramos flagrados estranhamos a reação do Mário. Pelo certo ele tinha que dar um show de xingamentos que era o seu revide habitual quando a gente aprontava alguma pra ele. Aí, o Sérgio começou a fazer sinais pra nós, apontando mais à frente. Saímos do carro e constatamos nosso engano. Vimos porque o Vendramel gargalhava em vez de xingar.

O carro dele estava estacionado um pouco adiante e nós estávamos bagunçando um automóvel idêntico pertencente a outra pessoa.
Puxa vida! Aí deu o desespero na gente e com toda a rapidez do mundo procuramos limpar o veículo antes que seu proprietário chegasse.
E dessa vez foi o Mário quem se divertiu a nossa custa.

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