Especialistas discutem o futuro do rádio e como ele pode se beneficiar das novidades digitais

Inovações e tecnologia podem revigorar o rádio convencional

Programa Diálogos na USP com o tema Rádio

Programa Diálogos na USP com o tema Rádio, apresentação Roberto Castro e convidados professores Eduardo Vicente e Gilson Schwartz – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Desde 1922, quando a primeira transmissão de rádio ocorreu no Brasil, até os dias de hoje, o rádio passou por diversas transformações e se mantém um veículo de relevância e popularidade. Mesmo não exercendo mais um papel de destaque, como no seu auge na década de 30, quando as pessoas se reuniam ao seu redor para ouvir as notícias e radionovelas, o rádio ainda é uma plataforma de extrema importância.

Os áudios do Programa Diálogos na USP, podem ser ouvidos na íntegra nos áudios abaixo em dois blocos.

 

Hoje, com a novidade dos podcasts e serviços de streaming, que possibilitam o fácil acesso via internet a produtos de áudio, o rádio vem tomando outros significados e criando novas possibilidades de conteúdo e propagação do produto sonoro. Nesta edição, o programa Diálogos na USP, apresentado por Roberto Castro, conta um pouco mais sobre as inovações envolvendo o rádio, e como ele pode evoluir e mudar com tais inovações.

Para Eduardo Vicente, professor de rádio do Departamento de Cinema, Rádio e TV da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), o rádio, ao contrário do que afirma o senso comum, se beneficiou muito com as novas tecnologias. Segundo ele, estamos vivendo um momento de mudanças e criatividade na forma de se produzir conteúdo em áudio: “Eu não acho absolutamente que as tecnologias nos afastaram do áudio, muito pelo contrário, olhando para o cenário de podcast, estamos num momento excepcionalmente criativo e bastante promissor para o áudio”, afirma.

O professor Gilson Schwartz, também do Departamento de Cinema, Rádio e TV da ECA e mestre no programa de pós-graduação do Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos da FFLCH/USP, além de colunista da Rádio USP, também compartilha esse pensamento. Ele aponta para o problema dos grandes monopólios midiáticos e de como esse fator dificulta a produção de conteúdo alternativo, novo e independente.

Para ele, o conteúdo alternativo é um exemplo de produção que se beneficiou muito com a popularização dos meios digitais, em oposição aos grandes monopólios midiáticos: “O cidadão busca formas mais leves, mais baratas e mais acessíveis de comunicação, onde a criatividade pode aumentar a partir de meios mais democráticos”, comenta.

(Fonte: Jornal da USP, 02/03/2018)

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