Estudo da ONU diz que 50% dos pântanos desapareceram no século 20

Pesquisa citou o Pantanal brasileiro como um dos mais importantes do mundo ao lado do Lago Chade e Delta do Danúbio; pântanos contribuem para purificação da água e produção de alimentos

MÍDIA | Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York

A urbanização, a poluição, o uso excessivo da água e a forte produção agrícola levaram ao desaparecimento de metade dos pântanos mundiais no século 20. O alerta, feito nesta terça-feira pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, marca o lançamento de um relatório sobre o tema. O diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, afirmou que muitas vezes, medidas políticas “não levam em consideração o que os pântanos fornecem”, contribuindo para a sua rápida degradação. Segundo Steiner, é preciso colocar urgente esses ecossistemas no centro do manejo da água, para que sejam alcançadas as necessidades econômicas, ambientais e sociais da população mundial. O chefe do Pnuma lembrou que até 2050, o planeta terá 9 bilhões de habitantes.

 

O Pantanal brasileiro é citado como um dos mais importantes do mundo, ao lado do Lago Chade na África e o Delta do Danúbio no leste europeu.

O relatório destaca ainda que desde 1980, 20% dos mangues deixaram de existir. O documento recomenda regulamentações que protegam os pântanos e ressaltem sua importância, e garantam que os pântanos sejam soluções para o manejo da água e da terra.

O Pnuma pede ainda maior participação das comunidades, incluindo os povos indígenas, para garantir que os conhecimentos tradicionais estejam integrados na gestão dos pântanos.

 

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