Estudos do futuro e previsões são coisas bem diferentes

MILTON – Bom dia, Ethevaldo, como vai?

ETHEVALDO: Bom dia, Milton, bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

MILTON – Ethevaldo, hoje é sexta-feira e você prometeu falar sobre a importância dos estudos do futuro para a humanidade. Você acha que é possível prever seriamente o futuro?

ETHEVALDO: Acho, Milton. Mas, é preciso fazer uma diferença entre previsões e estudos do futuro, que são duas coisas diferentes.

MILTON – Qual é a diferença entre elas?

ETHEVALDO: As previsões nem sempre têm base científica e podem ser puro palpite, ou mesmo fruto de intuição.
Já os estudos do futuro se baseiam na evolução histórica de um setor, com muitos dados sobre o passado e o presente, para que possamos identificar tendências e possibilidades de evolução da economia, da ciência, da tecnologia, ou da sociedade humana.

MILTON – Por que há tanta desconfiança sobre as previsões do futuro?

ETHEVALDO: O que tem desacreditado muitos futurólogos ou visionários são as previsões sensacionalistas, absurdas, de puro chute.
Os estudos do futuro são muito diferentes. Eles trabalham com pesquisas, sobre muitas décadas do passado e o máximo de dados sobre o presente, para, só então, projetar as tendências mais prováveis do futuro.

MILTON – Quer dizer que existem previsões sérias e confiáveis?

ETHEVALDO: Existem, Milton. São aquelas baseadas em estudos sérios do futuro. Elas indicam possibilidades maiores ou menores do que pode acontecer no futuro – e nada têm de profecias absolutas e matemáticas do que realmente acontecerá.

Veja alguns exemplos, Milton. Com base em estudos sérios, o mundo se prepara enfrentar desafios tais como o:
• das mudanças climáticas,
• da energia,
• da água potável,
• da melhoria da qualidade de vida e da saúde,
• do progresso tecnológico,
• do trabalho, da educação e da mão-de-obra,
• da segurança em todos os sentidos,
• do crescimento populacional,
• do entretenimento e muitos outros desafios.

É nessas áreas que os estudos do futuro podem fazer a diferença, Milton.

MILTON – Até segunda

0 respostas

Deixe um comentário

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *