Falando honestamente…

Quem de nós aceita que amigos, familiares, funcionários, patrão, um vendedor, marido ou esposa, mintam para nós?

E eu, o leitor (a), já mentimos alguma vez? Há os que defendem que uma mentirinha não faz mal a ninguém, e que de fato em algumas situações são até necessárias. Será?

Até que ponto a mentira se tornou algo quase que trivial e parte do dia a dia da população?

Lendo a Revista, A Sentinela, de janeiro de 2016, fico surpreso com certos dados e pesquisas.

É bem verdade que quando se trata de pesquisas temos que avaliar detalhes importantes, mas isso fica para outra coluna. A pesquisa realizada alguns anos atrás por Robert Feldman, psicólogo da Universidade de Massachusetts, em Amherst, concluiu que 60% dos adultos mentem pelo menos uma vez numa conversa de dez minutos. O psicólogo diz ter ficado surpreso por não imaginar que a mentira fosse tão comum no dia a dia.

Me pergunto: Por que somos tentados a mentir? Por que não dizer a verdade sempre? Embora saibamos que nem sempre temos que dar todas as informações a alguém que não tem direito a elas. Temos o direito de preservar informações quando necessário; isso não é mentir, é omitir sem causar danos ou para evitá-los.

Como estamos apenas iniciando o ano e tantas pessoas falaram, uns com muita franqueza e outros da boca para fora, que nos desejavam tudo de bom, vale relembrar. Como podemos ser pessoas melhores, mais verdadeiras. O que incluí a desonestidade? Vejamos: Mentira – Dizer algo falso a alguém que tem o direito de saber a verdade. Mentir pode incluir distorcer fatos ou omitir informações para enganar uma pessoa. Calúnia – Fazer declarações falsas e maldosas que mancham a reputação de alguém. Fraude – Enganar alguém intencionalmente, a fim de induzi-lo a entregar dinheiro ou bens. Roubo – Pegar algo de alguém sem permissão.

No livro A Mais Pura Verdade Sobre a Desonestidade há uma simples definição: “Essencialmente, trapaceamos até o nível que nos permite manter nossa autoimagem como a de indivíduos razoavelmente honestos”.

Lembrei de quando ligamos a TV, o rádio, abrimos os jornais. Mentira, calúnia, fraude, roubo, praticadas por “especialistas na arte”. Sabem até usar o eufemismo, como, “apropriação indevida”, porque roubo fica muito feio, a menos que seja alguém sem recursos financeiros. Opa. Acabei de usar o eufemismo, queria dizer, alguém pobre, esse pode se chamado de ladrão. Por quê? Ah, o leitor sabe.

Enfim, refletindo no assunto como costumamos fazer antes de escrever e publicar penso que nós, em casa, no trabalho, com clientes, patrões e empregados, temos uma grande possibilidade nas mãos. Praticar a desonestidade e criticar aqueles que aparecem nas manchetes, ou sermos honestos por uma consciência limpa e exemplo para os filhos imitarem.

Seria bom antes de abrirmos a boca para falar mal de quem é desonesto nas suas diferentes formas pensar em nós mesmos. Quem não conhece a frase? “Que atire a primeira pedra…”.

Dizer a verdade, ser “limpo por dentro e por fora”, não tem preço.

E eu, o leitor e a leitora; falando honestamente…

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