Filho, traga sempre um rádio

O ator Ewan McGregor trabalhou em um filme – “O principal suspeito” -, no qual interpreta um rapaz que vai trabalhar como vigia noturno de um necrotério. Em uma determinada cena, o antigo funcionário começa a lhe falar do serviço e, então, dá ao rapaz um conselho, em tom sério: “Filho, traga sempre um rádio”. O jovem dá de ombros e diz que irá aproveitar o tempo acordado durante a madrugada para estudar. O velho olha firme em seus olhos e repete enfático a sugestão: “Traga um rádio”. Passada esta cena, o rapaz já aparece na cabine de vigilância estudando e demonstrando reações mínimas de medo diante da escuridão e do silêncio do lugar. Parado, olhando para o nada, de repente ele se toca e rapidamente liga um rádio. Segundos depois, a expressão de medo vai mudando, ele começa a sorrir e volta a ler seu livro tranqüilamente.A situação em si não tem a menor importância na história nem no desenrolar do filme, mas mostra com muita propriedade a característica principal do rádio, que é a de fazer companhia, estar bem próximo, como um amigo, um anjo da guarda a nos acalmar das tensões e receios infantis. Dos veículos de comunicação que conhecemos, o rádio é hoje o mais íntimo e o que proporciona sensação maior de proximidade. (ibgeteen)

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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