Para que serve a flexibilização da Voz do Brasil?

Começou a valer a flexibilização da Voz do Brasil e as emissoras de rádio de Florianópolis já estão tirando proveito da novidade. Mas, por enquanto, apenas as FMs fizeram a opção de emendar a programação e só colocar o programa estatal a partir das 21h, como determina a nova legislação.

Com a flexibilização da Voz do Brasil, não se criou nenhum novo programa ou um programa específico para o novo horário para acompanhar os ouvintes na volta para casa. Menos mal que acabou a interrupção que obrigava, por exemplo, o motorista a desligar o rádio ou colocar um CD ou “espetar” um pendrive ou o smartphone para não ficar sem trilha sonora no trânsito. Pelo menos agora o rádio pode ficar ligado, pelo menos até às 21h.

No AM, a situação é diferente. A Voz do Brasil ainda é veiculada às 19h pelas emissoras da Capital. Isso chega a ser frustrante porque desde que fixaram os horários das 19h, 19h15 e 19h30 nos principais torneios de futebol do país (Copa do Brasil e Brasileirão das séries A e B) havia a expectativa de que a Voz do Brasil cedesse seu lugar para as emissoras. Sem isso, recorrem a transmissão pela internet, retornando ao rádio às 20h.

O problema é que o modelo de flexibilização aprovado não resolve esse problema pela obrigação de veicular o problemas das 21h às 22h. Com os jogos começando a partir das 19h corre-se o risco da transmissão terminar antes do jogo (por causa de acréscimos, por exemplo). Além disso, se optar pelo horário flexibilizado, as emissoras que fazem futebol (CBN e Guarujá) ficam sem ter como fazer o programa pós-jogo, que é uma importante fonte de receita.

No fim das contas, fica a expectativa que a questão da flexibilização ainda volte a ser discutida para favorecer as emissoras que investem na cobertura esportiva – cada vez mais raras. Por que não exibir o programa das 23h à meia-noite? O melhor seria acabar com a obrigatoriedade da veiculação –  afinal, os tempos são outros e o programa hoje serve mais como palanque do que para transmitir informação.

De qualquer forma, mesmo que seja restrito, fica a torcida para que as AMs de Florianópolis explorem esta oportunidade e encontrem um meio de também aproveitar o horário das 19h com informação e prestação de serviço. Afinal, muito melhor ouvir “em Florianópolis, 19 horas” do que “em Brasília, 19 horas”, concorda?

Exemplos de Criciúma

Em Criciúma, como registrou a jornalista, professora e pesquisadora de rádio Karina Woehl de Farias, emissoras tradicionais do AM estão apresentando novidades na programação aproveitando a flexibilização da Voz do Brasil. Karina conta que a rádio Difusora começa um novo programa de Jornalismo no horário, o Redação 910. A Eldorado aposta num programa que une informação e entretenimento, batizado de Depois do Expediente.

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