Flores e elogios

Qual foi a última vez que o amigo leitor ou leitora deu ou recebeu uma flor?

Qual foi o elogio dado ou recebido mais recente?
Com certeza se recebeu uma flor ou um elogio, talvez os dois; deve ter ficado feliz e agradecido. Provavelmente contou para alguém e guardou – o gesto – carinhoso no lado esquerdo do peito. Mas para todos nós haverá um dia em que muitas flores e elogios virão, mas não vamos ver nem ouvir. Quanto ao agradecimento; alguém o fará por nós.

Está aí o dia 02 de novembro, dia em que muitas pessoas prestam homenagens aos seus entes queridos há pouco ou há muito tempo falecidos. Um dos dias do ano em que os donos de floriculturas mais faturam, claro que dentro de um trabalho honesto.

O sistema religioso, amigo íntimo do sistema comercial, apresenta à população uma “enxurrada” de datas ditas especiais. E o sistema funciona. Mas as flores; essas belas obras de arte, maravilhosamente planejadas, lindas em várias formas e carregadas de sentimentos mexem até hoje, já no século XXI, com emoções e sentimentos.

E o que dizer do poder de um – elogio? Sendo sincero, um elogio “carrega baterias”, enche de esperanças, serve de grande motivação. Uma flor em quase qualquer floricultura custa entre 5 e 10 reais. Pouco para quem compra e muito preciosa para quem a recebe. Um elogio custa o valor da coragem, da observação e da sensibilidade de verbalizar o bem que alguém faz, seja no trabalho, em casa ou em qualquer outro lugar.

Possivelmente o dia 02 de novembro seja o campeão em se comprar, dar e receber flores.

Mas há também o dia do funeral ou do velório. Nesse dia, alguém receberá muitas flores e será ainda coberto de elogios. Flores e elogios que o homenageado não poderá agradecer. Ele está ali e ao mesmo tempo não está. Então, quem agradecerá pelas flores e ouvirá os elogios? Provavelmente alguém muito próximo do homenageado, que com certeza gostaria que ela ou ele mesmo os recebesse e ouvisse.

A sociedade silencia muitas vezes o que há de bom em nós com seus preconceitos e seu – politicamente correto. Por exemplo: gestos de gentileza. Que mal há em um homem dar ao pai, ao filho ou a um amigo uma flor? Claro, nossa sociedade mente aberta talvez ache isso estranho.

Quero aprender a dar flores e também elogios a quem ainda pode ouvir. Não precisa me dar nada em troca.

Os elogios dados a quem já se foi fazem bem à família e são importantes, assim como as flores.

Quem dera se as pessoas fossem homenageadas enquanto ainda podem ouvir o porquê dos elogios e ter em suas mãos a beleza das flores e sentir seu aroma; ah, que presente.

Uma flor mais um elogio é igual a um sorriso. Um sorriso, um elogio e uma flor é o que há de mais precioso – a vida!

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