Fora do Tom: a música para além dos ouvidos

A partir dos questionamentos em torno da existência ou não de um padrão ético para a música, este trabalho interdisciplinar do Curso de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina foi desenvolvido com o objetivo de mostrar a diversidade de pensamentos que envolvem a canção.
 Por Andrezza Mello e Mari Cardoso

Nossa intenção era sair do discurso comum, que coloca a ética apenas como um critério de comportamento, estabelecido para um bom convívio em sociedade.
Sendo a música, atualmente, um produto da indústria cultural extremamente difundido pela mídia, percebemos a necessidade de uma maior reflexão sobre seu uso, seja ele comercial ou artístico. A música não é somente entretenimento, mas sim uma manifestação temporal, situacional, geográfica e cultural.


Andrezza Mello, produtora de Fora do Tom.

Utilizamos a ética, a estética e a história para estabelecer um tripé indissociável para entender a sociedade contemporânea. O programa Fora do Tom lançou uma série de questionamentos sem a intenção de impor uma verdade, ou estabelecer regras de certo ou errado. A reflexão ética é imprescindível, mas não em um manual de normas pré-estabelecidas e pouco dialogadas.

Nesse primeiro programa trouxemos a Ditadura Militar e os movimentos musicais da época para próximo do ouvinte, de maneira que ele pudesse pensar a música não só como entretenimento. Além disso, questionamos a existência de um padrão ético para a música, a utilização do termo música de protesto, o papel da censura, etc.


Mari Cardoso, outra produtora do programa.

Pensando dessa maneira, elaboramos o programa Fora do Tom que tem como slogan: “a música para além dos ouvidos”. Pois não é apenas melodia, essa arte expressa ideologias e discursos de cada época.

Destaque especial para as fontes, que são primordiais para o trabalho jornalístico. Nesse programa, você terá contato com os seguintes personagens:

– Marcos Napolitano (http://lattes.cnpq.br/1250692781738939 )- doutor em História Social pela USP, escritor de diversos livros, entre ele: História e Música, Cultura Brasileira: entre a utopia e a massificação.

– Coriolano de Loyola Cabral Fagundes – o primeiro censor nomeado no Regime Militar e que atuava Censura de Diversões Públicas.

– Márcia Ramos de Oliveira (http://lattes.cnpq.br/5104473139206788) : doutora em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

– Imyra da Silva- filha de Taiguara (http://www.imyra-tayra-ipy-taiguara.com/index.html) , um dos cantores mais censurados durante o regime militar.

Além dessas fontes, não poderíamos esquecer de ressaltar algo também importante para a produção jornalística: a pesquisa. Houve a necessidade de muita leitura, dedicação e ética para a concretização desse programa. Enfim, escute, sinta, e pense nisso que permeia nossas vidas a todo instante: a canção.


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