Frases lapidares de 2005 que mereciam ser tocadas no rádio

A Direção do Site Carosouvintes tem me dado sinais inequívocos de que é preciso variar os temas – abordar assuntos mais contemporâneos. Hoje, um dia típico de Dolce Far Niente, decidi ler a edição da Veja com a retrospectiva de 2005.
Por Chico Socorro

Muito interessante. E instrutiva, também. A meu ver, a parte mais deliciosa da leitura, é a que está exatamente no final da edição – as frases selecionadas pela editoria de Veja que mais marcaram o ano de 2005.
A maioria, é óbvio, vem de políticos pois o Tsunami da corrupção no mundo político, que ficará na história do País como valerioduto, tomou conta de  todo o segundo semestre de 2005.
Fiquei imaginando como  seria hilário a reprodução dessas frases no rádio na voz de seus autores. São centenas de frases, mas, como meu espaço é limitado resolvi reproduzir 13 frases, em homenagem ao PT, inspirador  de todas elas.
E uma, que considero Hors Concours,  cometida pelo Presidente Lula, reproduzida no final do artigo.

Vamos às frases:
1. “Olha para a minha cara para ver se eu estou preocupado”. Lula logo no início do Tsunami, maio;
2. “As CPIs tem que funcionarem,  têm que apurarem”. Lula cassando a gramática (julho);
3. Estou pronto para a briga. Também vou entrar no tapume “.  Lula trocando as bolas – tapume por tatame (setembro)”;
4. Sai daí, Zé! Sai rápido!”. Roberto Jefferson em depoimento no Conselho de Ética.  Cinqüenta horas depois, José Dirceu deixou o Governo  (junho)”;
5. “Assinei sem ler”. José Genoíno, admitindo que havia sido avalista de um empréstimo de 2,4 milhões de reais feito por Marcos Valério ao PT (julho);
6. “O presidente Lula é uma espécie de Genoíno na Presidência da República: não sabe o que  lê, não sabe o que assina, não sabe o que faz”. Roberto Jefferson, em discurso proferido pouco antes de ser cassado (Setembro);
7. “Presidente, o Delúbio vai botar uma bomba debaixo de sua cadeira”. Roberto Jefferson (junho) contando o que disse à Lula no dia em que conversou com ele sobre a existência do mensalão;
8. “A minha  esposa foi ao Banco Rural tratar de uma conta da TVA”.
João Paulo Cunha, ex-Presidente da Câmara dos Deputados, justificando a ida de sua mulher ao banco, antes de ficar provado que ela havia sacado, em seu nome, 50 mil  reais do valerioduto (Julho);
9. “Contesto taxativamente a suposição de que Roberto Marques, que é meu amigo, e não meu assessor, tenha sido autorizado a sacar dinheiro das contas de empresas do senhor Marcos Valério” (Julho). José Dirceu;
10. “É dinheiro de verduras que eu vendi na Ceagesp. Sou agricultor’.  José Adalberto, ex-assessor do deputado estadual José Nobre Guimarães (PT-Ce), irmão de José Genoíno, preso com 200 mil reais em uma mala e 100 mil dólares na cueca (Julho)”;
11. “Tenho fazendas, compro animais. Lido com gado. Há fazendeiros que simplesmente não aceitam cheque”. Marcos Valério de Souza, respondendo a VEJA, em sua primeira em entrevista à Imprensa, explicando por que costumava fazer tantas e tão volumosas retiradas em dinheiro (Junho);
12. “O Governo Lula é um caso para o Conar: começou com a propaganda enganosa de Duda Mendonça e vai terminar com a publicidade enganosa de Marcos Valério (Julho)”;
13. “O Governo está morto. Nós estamos discutindo o que fazer com o corpo até 2006. Fernando Gabeira, deputado federal pelo PV-RJ (agosto)”.
Por último, na minha opinião, a frase Hors concours do nosso Presidente, em mais um exercício de auto-elogio: “Neste país de 180 milhões de brasileiros, pode ter igual, mas não tem nem mulher nem homem que tenha coragem de me dar lição de ética, de moral e de honestidade” (Julho).
Desejo a todos um Excelente 2006.

:: Revista Veja – 28/12/2005


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Por Chico Socorro

Publicitário, nasceu em São Paulo e veio para Santa Catarina no final da década de 1970 para implantar e gerenciar o setor de comunicação e marketing da Cia Hering de Blumenau. Chico Socorro é consultor independente de comunicação e marketing para as áreas de licitações públicas e prospecção de novos negócios.
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