Futuro da rádio em debate em Vila Real (*)

Lisboa, 13 Nov (Lusa) – O futuro das rádios está em cima da mesa a partir desta sexta-feira no Congresso Nacional de Radiodifusão que decorre em Vila Real, onde serão debatidos temas como a digitalização e a regulação.

“Escolhemos para debater neste congresso assuntos que têm que ver com o futuro das rádios e em que as rádios têm que pensar bem para ver como dar continuidade a algumas e enfrentar de novo outras”, disse à Lusa José Faustino, director da Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR).

“A Regulação da Rádio na Era Digital” – “muito importante no presente e no futuro” – é um dos temas em debate.

O assunto ganha maior importância tendo em conta que “o mundo é uma aldeia global onde a informação circula com grande rapidez e onde já se fala do cidadão jornalista”.

“Há total liberdade de informação na Internet, sem qualquer regulação, e uma regulação excessiva imposta aos meios tradicionais. Queremos tentar perceber se a regulação não colocará os meios tradicionais em desvantagem face aos novos meios”, referiu José Faustino.

A “Rádio na Internet – Ilusão e Realidade” é outro dos temas que irá reunir vários especialistas em Vila Real.

“As emissões de rádios tradicionais na Internet e as ‘webradios’ são uma realidade. Agora interessa analisarmos se o conceito é o mesmo nas duas e se a aposta na Internet é um bom negócio”, mencionou o presidente da APR.

Com a chegada da televisão digital, a digitalização da rádio voltou a estar na agenda, e como tal será debatida durante o congresso.

“Em Portugal há uma rede de DAB (Digital Audio Broadcasting), concessionada à Rádio Difusão Portuguesa (RDP) que não tem aceitação do mercado. Tendo em conta que vem aí a TV digital, temos de pensar que papel caberá aos operadores na implementação desta nova tecnologia e se será isto uma ameaça ou uma oportunidade para as rádios”, explicou José Faustino.

A tendência para a convergência dos meios de comunicação é outro tema em análise.

“É inegável a tendência tecnológica para a convergência. Há quem diga que as plataformas tecnológicas irão acompanhar esta tendência, mas há quem defenda o contrário. Pretendemos analisar se os novos meios e novos conteúdos devem convergir na mesma marca, com plataformas diferentes, ou se cada meio divergirá por si”, explicou.

José Faustino deu um exemplo: “uma rádio que tem um bom site, com boa informação escrita deve continuar a ter a marca da rádio ou deve ser um meio novo, completamente à parte?”.

Fora do congresso ficam temas como a nova lei da rádio e as quotas de música, “mas isso não significa que tenham perdido importância ou actualidade”.

Em simultâneo com o congresso, que termina domingo, decorre uma feira com mostras de equipamentos, tecnologias e serviços para radiodifusão. JRS. Lusa/Fim.

(*) Em tempo: No Congresso Brasileiro também há novidades referentes à regulamentação do rádio. Fique ligado que o colunista Jair Brito está acompanhando a vai relatar para nós. AS

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