Galinha morta!

“Você pode transformar o problema, a circunstância e o destino. Existe em você uma força adequada para resolver situações e montar uma vida feliz. É uma força, um poder, uma capacidade já presente, não havendo razão para ser infeliz. Dirija-se com ânimo forte e a sua força produzirá benefícios de progresso e paz”. (Lourival Lopes).

Determinada vez, ao me dirigir a residência de minhas irmãs, um de meus irmãos que tem mania de gravar comentários, notei de imediato a sua irritabilidade ao ouvir os comentários de dois radialistas esportivos, quando faziam análises sobre duas refregas, que iriam se realizar pelo campeonato cearense de futebol. Nas minhas andanças pelo futebol cearense, já integrei por seis anos a diretoria da Associação Esportiva Tiradentes, o tigre da Polícia Militar como é carinhosamente conhecido. Desde muito cedo, ainda nos tempos áureos em que meu genitor desfrutava de uma vida saudável, eu o acompanhava, visto que meu pai era torcedor fervoroso do Ferroviário Atlético Clube (FAC), paixão adquirida desde quando ingressou nos quadros de funcionários da antiga RVC (Rede de Viação Cearense).

Eu como primogênito dos filhos homens, o acompanhava ao querido estádio Presidente Vargas, pertinho da nossa residência, visto que ele fazia questão que estivesse ao seu lado. Grande amor de pai que hoje está escasseado por múltiplas facetas. Sentíamos felizes, contentes, pois naquela época as torcidas se misturavam e dificilmente aconteciam entreveros. Cada um torcia por seu time do coração. Tardes de domingos, onde a felicidade e alegria reinavam, mesmo com vitórias, empates ou derrotas de seu clube favorito, visto que a praça de esportes proporcionava momentos felizes para os torcedores.

Lado a lado, torcedores de Ceará, Fortaleza, Ferroviário e de outros grandes clubes, se deliciavam comentando jogadas dos craques e dialogando sobre a qualidade dos atletas e os esquemas usados pelos clubes durante os noventa minutos de jogo. Saudades inarráveis do antigo futebol cearense onde predominavam os jogadores da terra com a mescla de um número pequeno de atletas não cearenses. Com o passar do tempo à desorganização aliada a interesses escusos, levaram a derrocada brutal de clubes de tradição do futebol cearense, tais como: América, Guarani, Maguari, Usina Ceará, Nacional, Calouros do Ar, Gentilândia entre outros. Estão com velas nas mãos alguns mais recentes que disputam atualmente o campeonato cearense. Um assunto que não quer calar, no entanto, temos que afirmar que radialistas de nossa terra, com raras exceções, esquecem a ética e fazem programas medíocres. São vezeiros em usar bordões que fogem a regra do jornalismo esportivo. Torcem apaixonadamente por clubes e denotam descaradamente nos programas esportivos que apresentam. Isso é vergonhoso para futebol cearense. Talvez sejam interesses em alcançar benesses políticas em cima das torcidas. Tem locutor esportivo exclusivo somente para Ceará e Fortaleza. Enquanto rola essa paixão exacerbada, o futebol cearense não vai a lugar nenhum. Colocamos a mente para funcionar e constatamos críticas exageradas anotadas contra presidentes de clubes. O Sr. Olavo Colares, aliado ao radialista Sérgio Pontes conhecido como (bibola) de ouro, que de ouro não tem nada, nominavam os presidentes de clubes de “caipiras”. O ponto primordial desse profissional está na dislalia de que é possuidor levando-o a uma péssima e horrível articulação da voz, visto que é costumeiro trocar a letra (“L”) por (“R”). A Coluna E do DN e a de Lúcio Brasileiro do O Povo faziam concorrência para os leitores analisarem qual o pior da mídia impressa e falada. O mais hilário é que os dois são irmãos.

Sérgio gosta de usar o jargão “galinha Morta”. Ao se referir a uma partida de futebol entre Fortaleza e Ferroviário afirmou que o segundo seria galinha morta, para o primeiro. Em sua opinião o Fortaleza ganharia facilmente. Sabem o resultado da partida? Não! Empate de 2×2.  Agora se alia a outro que veio das plagas esportivas potiguares, Vavá maravilha. Perguntamos onde está a maravilha? Narra tão rápido que o ouvinte nada entende. O bom locutor esportivo é aquele que narra com naturalidade e o ouvinte de rádio acompanha o jogo como se estivesse “In Loco”. O excesso de publicidade nas narrações esportivas quebra o ritmo das mesmas. A razão está na finalidade do rádio que é unicamente comercial. Estão alugando, vendendo horários, fazendo com que o profissional da Comunicação seja um escravo da radiodifusão. E a Carteira do Trabalho perdeu a finalidade? Parece que sim. O pior de tudo é que ninguém toma providências.

A dislalia é uma palavra de derivação grega (dys+lexia) é um distúrbio da fala, caracterizada pela dificuldade em articular as palavras. Basicamente consiste na má pronúncia das palavras, seja omitindo ou acrescentando fonemas, trocando um fonema por outro ou ainda distorcendo-os ordenadamente. A falha na emissão das palavras pode ainda ocorrer em fonemas ou sílabas. Assim sendo, os sintomas da Dislalia – consistem – em omissão, substituição ou deformação dos fonemas. De um modo geral, a palavra do dislálico é fluida, embora possa ser até ininteligível. As Dislalias constituem um grupo numeroso de perturbações orgânicas ou funcionais da palavra. No primeiro caso, resultam das malformações ou de alterações de inervação da língua, da abóbada palatina e de qualquer outro órgão da fonação. Encontra-se em casos de malformações congênitas, tais como o lábio leporino ou como conseqüência de traumatismos dos órgãos fonadores.

Por outro lado, certas Dislalias são devidas a enfermidades do sistema nervoso central. Até os quatro anos, os erros na linguagem são normais, mas depois dessa fase a criança pode ter problemas se continuar falando errado.  A Dislalia troca de fonemas (sons das letras), pode afetar também a escrita. Um caso clássico característico portador de dislalia são os personagens Cebolinha da Turma da Mônica o Hortelino Troca-Letra (“Elmer Fudd”) do Looney Tunes, e Ming-Ming, do Super Fofos que sempre trocam o “R” (inicial e intervocálico) por “L”, no caso de Hortelino, o “R” final também é afetado.

Já a paixão exacerbada por clubes de futebol em detrimento de outros diminuem a capacidade e a qualidade desse futebol praticado em qualquer estado da Federação. É um sobe e desce de proporções exageradas e tornam os clubes fracos quando jogam fora de seus domínios. Aqui no futebol cearense esse fato acontece sempre. Em casa no acostumadinho são verdadeiras feras, mas quando jogam fora ou passam da cancela o desastre é inevitável. Precisamos sair do amadorismo já que os clubes passaram a empresas profissionais, no entanto, agem como amadores fossem. Pense nisso!

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