Gente de rádio – 004

Recompensado pelo carinho das mensagens recebidas, volto para relembrar aqui outras colegas que marcaram época no rádio como pessoas maravilhosas e profissionais muito competentes. Algumas não trabalharam em Florianópolis, mas são catarinas que se destacaram no Rio Grande do Sul, no Paraná e em São Paulo. De nem todas tenho fotos, mas as tenho todas na lembrança.
Por Antunes Severo

Começo lembrando da Dayse Benvenutti, catarinense de Jaraguá do Sul. Locutora, radioatriz e posteriormente atriz profissional. Trabalhamos na Rádio Marumby de Curitiba e depois uma temporada em São Paulo, onde ela começou a fazer teatro. Eu voltei para Curitiba e ela continuou no teatro vindo a casar com um diretor italiano. Foram morar na Itália. Lá Dayse trabalhou como correspondente e depois como gerente do escritório da Manchete na Europa. Atualmente Dayse está se reaproximando de Florianópolis: passa seis meses na Itália e os outros seis aqui. Dayse é tia do jornalista e colunista social Moacir Benvenutti.
Como estou falando de gente pouco conhecida por aqui, lembro da Nanci Domaria. Pois a conheci em Curitiba como locutora e radioatriz – excelente comediante – na PRB-2 Rádio Clube Paranaense onde participávamos da equipe que animava os programas de auditório. Nanci trabalhou também em rádio na cidade de Ponta Grossa (PR). Aposentada voltou para curtir de perto as doçuras deste pedacinho de terra cercado de magia por todos os lados.
Outro grande nome do rádio que é pouco conhecido por aqui é o da catarina Ivete Brandalise, nascida em Videira, no meio-oeste catarinense. Considerada também uma das melhores vozes femininas do rádio brasileiro, brilhou por muitos anos no Rio Grande do Sul como jornalista, comentarista de TV e depois de rádio onde permaneceu por 18 anos na Rádio Guaíba, da então poderosa Empresa Jornalística Caldas Júnior.


Obrigada por esse céu que se fez azul depois de tanta tempestade. Obrigada pela
tempestade que me fez sonhar e desejar e descobrir o azul do céu.
Crônica Dia de Agradecer.

Garota precoce, Helena Martins começa aos seis anos cantando nos programas infantis dirigidos por Hélio Teixeira da Rosa, Acy Cabral Teive, Maria Alice Barreto e Mozart Regis, o Pituca, na Rádio Guarujá. “A Mais Popular”, não tem? Depois esbanjou talento nos programas de auditório das rádios Anita Garibaldi e Diário da Manhã de Florianópolis e representou o estado de Santa Catarina no programa do animador César de Alencar no auge da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Cantora no estilo romântico foi crooner da Orquestra do Clube 12 de Agosto e por muitos anos apresentou-se em shows como Uma Casa Portuguesa, Uma Noite em Paris, Maracatu, Uma Noite no Cassino de Estoril, entre muitos outros. Em 2001 gravou o CD As Rosas Não Falam e atualmente se dedica a apresentações em festas particulares, eventos e shows beneficentes.


Helena entrega flores para Emilinha Borba, nafesta de aniversário da Rádio Guarujá.
O show foi transmitido do Teatro Álvaro de Carvalho, em 15 de maio de 1963.

Janine Lúcia sempre foi uma menina recatada, doce e tranqüila. Talvez por isso, cedo tenha se deixado contaminar pelo encanto do rádio e das novelas. Afinal, o rádio é um confidente e a novela uma confissão, não é mesmo? No rádio fez o caminho inverso da maioria das garotas da época: começa a carreira de radioatriz pela Rádio Anita Garibaldi, onde o forte não eram as novelas, mas, a radiofonização (radioteatralização) de contos e peças completas. Não precisou muito tempo para que tenha sido contratada para trabalhar na Guarujá e daí para a Rádio Diário da Manhã foi uma conseqüência natural da sua evolução como profissional. Com voz meiga e suave, quase tímida, Janine, porém, sempre marcou com personalidade a presença de suas personagens.


Janine, na vida real continua sendo a menina meiga dos tempos do rádio.

Outra figura destacada e querida do mundo estelar do rádio é Cacilda Nocetti. Essa baixinha singela e amada, nascida em Bombinhas, em 1918 faz uma coisa inusitada para a época: começa a vida artística fazendo teatro amador e programas humorísticos na Rádio Difusora de Itajaí. Professora de profissão vem para Florianópolis e faz a festa. Faz teatro, novela e participa da equipe de comediantes primeiro da Rádio Guarujá e depois da Diário da Manhã. Na série Casinha de Caboclo de Aldo Silva, só não faz chover.


Cacilda contracena com Aldo Silva na Rádio Diário da Manhã.

Links relacionados:

Mais Ivete aqui: http://www.pucrs.br/famecos/vozesrad/ivete.htm
Ouça Ivete aqui: http://www.rs.gov.br/marioquintana/principal.php?menu=19&idPersonalidade=2
Mais Cacilda aqui: http://www.carosouvintes.com/index.php?option=content&task=view&id=263 ou no site www.carosouvintes.com Clique em Localizar, na parte de cima da página à direita. Aí tá lotadinho de Cacilda!

Ainda tem mais Cacilda e outras personagens nos livros:
Dramas do Rádio de Ricardo Medeiros;
História do Rádio em Santa Catarina de Ricardo Medeiros e Lúcia Helena Vieira; e Caros Ouvintes – os 60 anos do rádio em Florianópolis de Antunes Severo e Ricardo Medeiros.
Em tempo: semana que vem tem mais mulher no pedaço.


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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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