Gilberto Schmidt-Gerlach, uma fascinante expedição ao passado da história da cidade

Ilha de Santa Catarina – Florianópolis, o retrato de uma  aventura humana nas artes fotográfica e plástica, no teatro, no cinema, em encontros sociais e festas populares.

Foto Caros Ouvintes

Estas são as marcas do percurso percorrido pelo engenheiro e historiador Gerlach que faz questão de declarar não ser poeta, escritor, nem contista. Ele afirma ser um cinéfilo e pesquisador da história e, acima de tudo um humanista.

Humanista e um gentleman, simples e dedicado, eu acrescento. Conheço o seu trabalho e o admiro desde os anos 1960 quando liderou o movimento para a criação do Cine Clube Nossa Senhora do Desterro. Acompanho, embora de longe, a investigação de caráter intelectual e espiritual que acaba de nos entregar na forma dois magníficos Tomos sob o título de Ilha de Santa Catarina – Florianópolis.

Sobre estas duas obras  gigantescas pela profundidade do conteúdo e graciosidade artística expressa, como registra na apresentação da obra o acadêmico Jali Meirinho:  “Com muita acuidade realiza uma fascinante expedição ao passado da cidade, quando de seu ingresso na Republica Brasileira, consolidada com firmeza patriótica e chegando aos meados do século passado”.

A obra lançada em evento realizado na Assembleia Legislativa, no início deste mês de setembro, voltará a ter uma nova apresentação no mesmo local no próximo dia 17/09, às 19 horas. Ouça entrevista completa no podcast desta edição.

Gilberto Schmidt-Gerlach | Perfil

Retrato GerlachGilberto Schmidt-Gerlach nasceu no sobrado ao lado da Igreja Matriz de São José numa tarde de domingo, vento sul, 19 de setembro de 1943. Estudo primário no Grupo Escolar Francisco Tolentino ao lado de Osni Antonio Machado, tendo como professora Marina Freyesleben, descendente do maestro desterrense Guilherme Hautz. Primeiros filmes no Cine Rajá na Praça Municipal: Descoberta da Lanterna Mágica. Internato no Colégio Santo Antonio, Blumenau: primeiro contato com Cine Clube, 1955-58. Ano de 1960 em Porto Alegre onde frequenta o Cine Clube de P. F. Gastal. Entre 1961-63 no Colégio Catarinense, Cineclube do padre Décio, aulas de Francês e Espanhol com  professor Celestino Sachet, Matemática com professor Aníbal Nunes Pires. Engenharia Civil e Estradas na USFC; funda, ali, o Clube da Engenharia, em 1968.

Como fotografo e diretor, participe do primeiro curta de ficção – Novelo, texto de Pedro Bertolino, menção honrosa no Festival JB – Mesbla, Rio de Janeiro, 1968. No ano seguinte, filma No Elevador, texto de Raul Caldas Filho, direção de Rodrigo de Haro. Também o curta Nau Fantasma, com Martim Afonso de Haro. Em 1972, o Cine Clube passa a se chamar Nossa Senhora do Desterro. Participa, neste ano de 1972, com 200 reproduções da cidade do Desterro, na inauguração no Centro Aderbal Ramos da Silva. Em 1979 participa da pesquisa e realização do livro Viajantes Estrangeiros na Ilha de Santa Catarina, editado pela Assembleia Legislativa do Estado.

Em 1980 recupera, com Rodrigo de Haro, o primeiro teatro da Província – que passa a se chamar Theatro Adolpho Mello. Em 1998, recria o Cine York, em São José, que funciona por 10 anos. Em 2007 lança, em co-autoria com Osni Antonio Machado, o livro São José da Terra Firme. Em 2010 lança o livro Desterro – Ilha de Santa Catarina. É membro do Instituto Histórico e Geográfico e da Academia de Letras, Cadeira 17.

2 respostas
  1. Adalberto Day says:

    Antunes Severo
    Bela postagem do livro do Gilberto. Eu recebi os dois volumes dele faz uns dois anos e os li. S~çao dois volumes sobre antiga “Desterro! atual Florianopólis. Uma maravilha. Vale a pena se inteirar dessas histórias fascinantes.
    Adalberto Day cientista social e pesquisador da história em Blumenau

  2. Jali says:

    Meu Bom Antunes,
    Uma entrevista e um documento que conta o História da
    importante obra. Abraço do
    Jali

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