Grandes radialistas… Reonildo e outros

Umazinhas pra quebrar o rigor do frio hibernal, como diria sem pudor nem piedade o mascate Reonildo Ronaldo, já falecido, que Deus o tenha. O nome do Ronildo não é bem esse, mas as mancadas são verdadeiras de verdade. Ops!

0014 – Bueno de Rivera

Uma bem antiga que me foi contada pelo inesquecível Wanderley Dias, o homem de Rádio das 10 mil crônicas publicadas em livro pelo Jornal A Gazeta do Povo de Curitiba. Bueno, aplaudido poeta mineiro, era um dos mais antigos e apreciados locutores da veteraníssima PRC-7 de Belo Horizonte. Certa vez, numa peça, apareceu-lhe um trecho assim escrito: “Uma prima minha”. Percebendo o cacófato, Bueno, de relance, lembrou-se do recurso de inverter a ordem e pronunciar “u’a minha”, sincopando o “m” do artigo “uma”. Mas a emenda saiu pior do que o soneto, pois o Bueno disse da seguinte maneira: “Uma prima minha, perdão ouvintes… Uma minha prima, perdão ouvintes… U’a prima minha… E caiu na gargalhada, acabando com aquela estória das maminhas…

0020 – Jornal Nacional

21 de fevereiro de 1990. “Navio carregado de álcool atraca em Curitiba…”. (Fantástico, né? Só não explicaram como foi que ele conseguiu subir a Serra do Mar. Bem, Globo é Globo e ninguém tasca!).

0034 – Haroldo de Andrade

Haroldo de Andrade, no começo de sua carreira, apresentava na Rádio Clube o “Grande Programa RCA Victor” composto de músicas clássicas e líricas. Cada vez que ele ia anunciar uma interpretação da soprano Maria Caniglia não conseguia pronunciar corretamente o sobrenome da famosa artista e, invariavelmente, saia Maria Canalha. E sempre provocava um grande desespero da Direção Artística da emissora e ruidosas gargalhadas de seus colegas de trabalho.

0035 – Lóris de Souza

Um dos grandes locutores da Bedois, nos velhos tempos, foi Lóris de Souza, irmão de Arthur de Souza. Inteligentíssimo, exímio violonista, o Lóris formou-se engenheiro e deixou o rádio. Certa vez, quando deveria ler o texto “Para o bebê, nesse calor atroz, Talco Ross”, saiu com esta: “Para o bebê, nesse calor Atrás Talco Ross”.

0038 – Algaci Túlio

Algaci Túlio saiu da rádio apressado para fazer a reportagem de um grande incêndio que ocorria num bairro de Curitiba. Ele ansiava por um furo de reportagem. Ia preocupado; será que havia vítimas? Chegando ao local, constatou que era o único repórter que ali estava. Ligou rapidamente o equipamento, chamou a rádio, entrou no ar e começou a narrar a ocorrência: – “Estamos frente a um incêndio de grandes proporções. É impressionante a altura das chamas… são enormes! A casa está sendo totalmente destruída, o que é profundamente lamentável. Felizmente não houve vítimas, segundo informação dos bombeiros… Mas, o que está acontecendo?… Eles estão retirando algo coberto de chamas. Parece um corpo! Ah! Que coisa triste, coitadinho. É um gatinho que retiraram de dentro da casa. Dá pena de ver! Ele virou uma verdadeira tocha humana!”.

Foi um furo e tanto.

Do livro Grandes radialistas e suas grandes gafes. Editora Brado das Letras.

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