Grupo de Berlim apresenta Anderland no dia 29 de abril no Teatro Pedro Ivo

Desde 2005 em destaque como representante da cena alemã de dança contemporânea, a Cie.Toula Limnaios abre a 2º edição da Bienal de Dança de Florianópolis com a coreografia Anderland em 29 de abril, às 20 horas, no Teatro Pedro, no Dia Internacional da Dança. O espetáculo é um ensaio sobre a busca da felicidade e o véu da melancolia. Além da apresentação artística, o grupo ministra workshop e videopalestra.

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Anderland é elaborado com imensas cortinas de plástico e quilos de jornal ao vento, que ambientam um mundo paralelo. Num espaço caótico, os personagens incorporam a sensação de fugacidade do tempo, o desejo vão de enraizamento e a melancolia que recobre a busca por felicidade. Confira a coreografia: (http://vimeo.com/87707823). Toda programação do evento é gratuita e os ingressos devem ser retirados uma hora antes do espetáculo. Para instituições, solicitar agendamento pelo email [email protected]

Realizada pela Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Franklin Cascaes, com patrocínio do Funcultural do Governo do Estado e apoio do Instituto Goethe e da Fundação Cultural Badesc, a Bienal de Dança de Florianópolis chega à segunda edição com uma proposta de continuidade.

Conforme a curadora Marta Cesar, o projeto consiste em manter Florianópolis na rota dos espetáculos de referência hoje no mundo da dança moderna e contemporânea. “A intenção é trazer para a cidade um pouco da diversidade do que se produz hoje em outros países, consolidando um calendário para a dança na Capital”, avalia.

A turnê da Cie. Toula Limnaios integra a comemoração do Ano da Alemanha do Brasil. A companhia faz de 60 a 70 apresentações por ano pelo mundo. Com estruturas flexíveis e esguias, o grupo tem um repertório de 34 obras completas. Foi fundada em 1996 pela coreógrafa e intérprete Toula Limnaios e pelo compositor Ralf R.Ollertz. Premiada, desde 2004 a companhia é patrocinada pelo Estado de Berlim.

2ª Semana da Bienal

A segunda semana da Bienal começa no dia 6 de maio na Fundação Cultural Badesc com uma abordagem de A Sagração da Primavera, de 1913, um marco na arte, tanto pela música de Stravinsky quanto pela coreografia de Nijinsky. Na dança, inaugurou uma série de transformações coreográficas. Às 15 horas, haverá videopalestra sobre o assunto com a professora Vera Torres e às 17 horas exibição do vídeo A Sagração da Primavera, na versão de Pina Bausch e Pit Weyrich.

À noite, às 20 horas, a Bienal, transfere-se para o Teatro Ademir Rosa, no CIC, com o premiado Grupo Cena 11. Dirigido há mais de 20 anos por Alejandro Ahmed com incansável potencial para reiventar-se, discutir e propor novas maneiras de coreografar. No palco, o grupo dança Carta de Amor ao Inimigo, uma proposição sobre a interdependência entre os opostos a partir da relação entre corpos.

Na quarta-feira, 7 de maio, às 20 horas, no Teatro Pedro Ivo Campos, a a Quasar Cia. de Dança, de Goiânia, apresenta No Singular. A coreografia de Henrique Rodovalho provoca uma reflexão sobre a velocidade e a simultaneidade da informação no mundo contemporâneo.

A quinta-feira, 8 de maio, começa cedo, com Girassóis, da Cie Druw de São Paulo, com sessões às 9h30 e 14h30 no Teatro Álvaro de Carvalho. Indicada para o público infanto-juvenil e com direção, concepção e roteiro de Miriam Druwe, a montagem retrata de forma poética o universo criativo do pintor Vincent van Gogh (1853-1890).

O encerramento ocorre à noite, às 20 horas, no Teatro Ademir Rosa, no CIC, com A Sagração da Primavera, interpretada pelo Balé Teatro Guaíra, de Curitiba. A composição musical de Igor Stravinsky do começo do século 20 e com coreografia de Olga Roriz, ainda provoca surpresa ao primeiro contacto pela riqueza harmônica e a densidade dos ritmos.

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