Guerra urbana

Ligo a Globo no Bom Dia Brasil, e recebo a notícia de que prenderam dois bandidos que estupraram uma turista, que houve troca de tiros entre bandidos e PMs num morro carioca, uma bala perdida atingiu uma senhora, e não parou por aí. Em seguida entra uma moça, com penteado de Gioconda, em São Paulo falando de tiroteio num bairro da capital paulista. Do nordeste vem notícia sobre assaltos a bancos no interior do Piauí.

Na hora do almoço, ligo o Jornal Hoje e recebo nova carga de noticias sobre crimes e violência. Imagino o que deve pensar um turista que chega ao Brasil e liga a televisão.  Pode até pensar que pegou o avião errado e acabou na Síria, onde há uma guerra declarada e perversa. Diferente desta que assistimos diariamente na televisão brasileira.

Essa guerra vem crescendo ao longo dos últimos anos, sem que as autoridades do setor de segurança tenham condições de derrotar os criminosos. Uma guerra que infelizmente atinge a todos, ricos e pobres e está exigindo a participação de todos em seu combate.

E ai entra a televisão com todo seu poder de influenciar pessoas. Na telinha que hoje está tomada pelo noticiário sobre as ações de bandidos, criando ídolos entre eles, e líderes que se destacam no crime entre seus parceiros por que “estão na mídia”,  precisa ocorrer uma mudança drástica.

A TV ao dedicar grande parte de seus noticiários a violência e criminalidade no Brasil ajudaria muito se desse outro rumo a sua pauta diária.

Ignorar o crime e os criminosos ao máximo possível, já seria uma forma de combater a ação de bandidos, especialmente dos chefes de quadrilhas que exercem liderança e aparecem junto a seus liderados como “celebridades” que tem espaço no noticiário da TV.

Reduzir ou até suprimir a cobertura ao crime e criminosos, não significa que vai acabar com a violência, mas, ajuda. A TV pode direcionar sua atenção para outros tipos de pessoas, de bons princípios, que produzem bons exemplos, e fazer, desses, sim, celebridades neste país de tanta mediocridade e violência.

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