HÁ 57 ANOS, LBV SURGIA DE UM IDEAL DE AMOR E FRATERNIDADE

Em 4 de março de 1949, o jornalista, radialista e poeta Alziro Zarur (1914-1979) inovou o meio radiofônico com o programa Hora da Boa Vontade. Naquela época, ele já defendia o Ecumenismo Irrestrito e a confraternização das pessoas, independentemente de suas crenças.
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Dos microfones da Rádio Globo, no Rio de Janeiro/RJ, ouviam-se mensagens de conforto aos doentes do corpo e da Alma, com palavras de Fé, esperança e Solidariedade. O saudoso Zarur consolidava, assim, uma das tarefas que o fundador do rádio no Brasil, Roquete Pinto (1884-1954), idealizava para o novo veículo de comunicação: a função social, isto é, transmitir cultura e educação.
Os ouvintes eram surpreendidos, ao ligar o rádio, com músicas natalinas em plena metade do ano. Em seguida, vinha a justificativa: o espírito solidário do Natal deve ser permanente, pois as pessoas sofrem e passam fome todos os dias. Com o sucesso do programa, Alziro Zarur funda, em 1º de janeiro de 1950, a Legião da Boa Vontade (LBV), considerada atualmente uma das maiores organizações do campo educacional e de Promoção Humana e Social do Terceiro Setor.
Em mais de meio século de existência, a Instituição firmou-se, no País e no mundo, como exemplo de atendimento sério e eficiente às pessoas em situação de pobreza. Sob a presidência do também jornalista, radialista, escritor e compositor José de Paiva Netto, a Legião da Boa Vontade foi reconhecida por diversos chefes de Estado, inclusive em caráter oficial pela Organização das Nações Unidas (ONU). Foi a primeira organização não-governamental brasileira a associar-se ao Departamento de Informação Pública das Nações Unidas (DPI), a partir de 1994.
Em 1999, a LBV tornou-se também a primeira ONG do Brasil a conquistar na ONU o status consultivo geral no Conselho Econômico e Social (Ecosoc). E, em 2000, passou a integrar a Conferência das ONGs com Relações Consultivas para as Nações Unidas (Congo), em Viena, na Áustria.
Mas o reconhecimento maior é, sem dúvida, a satisfação dos milhares de amparados por ela diariamente, por meio de suas escolas de educação básica; dos lares para crianças, adolescentes e idosos; dos Centros Comunitários e Educacionais; e das campanhas socioeducativas. Isso se traduz na prestação de milhões de atendimentos às populações em situação de risco social no Brasil, nos quais, além de oferecer o alimento material necessário à sobrevivência dessas pessoas e dar-lhes oportunidades de (re)integração no mercado de trabalho, de geração de renda e de resgate da cidadania, ela contribui para a construção de uma estrutura social sólida e auto-sustentável, baseada na Economia da Solidariedade Humana.
O Hora da Boa Vontade agitou a mídia radiofônica na década de 1940 e logo alcançou grande repercussão nacional. Eram apenas os primeiros passos de uma grande obra: a Legião da Boa Vontade, cuja missão é “Promover Educação e Cultura com Espiritualidade, para que haja Alimentação, Saúde e Trabalho para todos, na formação do Cidadão Ecumênico”. Assim, a Instituição colabora para difundir os artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, fazendo valer os direitos de cada indivíduo, bem como o conscientizando de seus deveres para com a sociedade.
A receita do sucesso dos 57 anos de trabalho da LBV: o Novo Mandamento de Jesus — “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Evangelho do Cristo Ecumênico, segundo João, 13:34 e 35) —, que é também o fundamento da Pedagogia do Cidadão Ecumênico, proposta inovadora criada por Paiva Netto e aplicada em todos os programas da Instituição. Como ele mesmo diz, essa pedagogia “prepara o indivíduo para viver a Cidadania Ecumênica, firmada no exercício pleno da Solidariedade humana e social”, ou seja, busca o despertar de uma consciência educada para a Paz. Com isso, a Legião da Boa Vontade promove o ser na sua totalidade (espírito-biopsicossocial), de forma que as relações humanas possam ser aprimoradas com base nos valores éticos, sociais e espirituais, isto é, sustentadas no Amor e no respeito ao próximo — princípios essenciais para a edificação de um mundo mais justo, igualitário e fraterno.


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