Há democracia?

Há milhões de pessoas que dirão que vivemos num país democrático; assim como também existem milhões de pessoas que falam de países que são comunistas. Talvez, aqueles que creem que há países comunistas até os citem por nome, mas se estudarem e entenderem o que significa dizer que um país é – comunista – vão repensar.

Historicamente falando a – democracia – foi criada em Atenas, Grécia.

Demos: povo. Kratos: poder. Deveria ser igual a: “poder do povo ou governo do povo”.

O velho e bom companheiro – Dicionário – nos faz lembrar que democracia é: “Governo do povo. Sistema político baseado na participação do povo, etc”.

Lá na Grécia antiga, em Atenas, berço da democracia, havia o costume de se estabelecer um certo padrão. Apenas homens podiam participar dos temas levantados, e não bastava ser homem, tinha que ter provas do seu poder financeiro. Se tivesse pouco, ou fosse muito pobre, ficava de fora. E claro que as mulheres, estrangeiros e escravos também eram excluídos.

Ainda assim é fato que na Grécia antiga se deu o “ponta-pé” inicial, que viria a se desenvolver em muitos lugares e trazendo benefícios. Já em outros países ficaria só no nome, assim como o comunismo, sistema que de acordo com o padrão e essência da palavra nunca houve e não há em nenhum país no mundo. O que há são adaptações; se leva o nome de comunismo, mas bem longe dos ideais daqueles que um dia o sonharam.

É fato que em muitos campos, seja na religião, em escolhas pessoais, ou certa medida de liberdade de expressão a democracia se demonstre, em outros ela dá o que pensar.

Em termos de democracia podemos pensar numa breve e simples história que me veio à mente. Imagine um casal saindo em busca de saborear uma deliciosa pizza. O casal toma conhecimento de que existem em sua região mais de 200 pizzarias. Imaginam quantas boas possibilidades têm a sua escolha. Mas no caminho são barrados por alguém que ao saber de sua busca lhes diz:

– Na realidade temos aqui uma lista com o nome de 6 pizzarias. Fiquem a vontade para escolher qualquer uma delas – O casal, pasmo com a notícia, argumenta:

– Mas sabemos que existem mais de 200, talvez mais de 300 pizzarias, porquê não podemos escolher?

– É que essas foram pré selecionadas e sua escolha se baseia nessa restrita lista.

– Restrita? Além de tu dizeres que é restrita onde fica nosso direito de escolha, nosso direito democrático? Veja bem, meu amigo. Dessas 6 possibilidades há duas completamente desconhecidas, vejo outras 2 que sei serem bastante questionáveis e as outras 2, não confio nem um pouco, aliás, sei que não valem a pena.

O marido olha para a esposa e pergunta:

– E agora, escolhemos a menos pior, ou vamos embora?

Na escolha de uma pizzaria, churrascaria, salão de barbeiro ou cabeleireiro, médico ou dentista parece haver muitas opções, e liberdade de eleger a melhor; não simplesmente a – menos pior.
Se elegemos uma pizzaria e chegando lá encontramos uma barbearia; ou escolhemos um bom médico e nos levam a um no qual não confiamos com certeza não sentiríamos respeito a nossa liberdade.

Obrigações em fazer assim… Obrigação em optar entre fracas opções… Escolher uma e cair em outra.

Se fosse em Atenas, na Grécia antiga, ficaria claro que apenas alguns decidem. Hoje mudou muito. Ou teria mudado pouco? Quem de fato decide? Se diante centenas de opções nos é apresentado apenas meia dúzia e de baixa qualidade, fica a pergunta:

A culpa é de quem? Há democracia? Talvez, mas com várias restrições!

 

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