Há um instante em que o universo se aquieta, Mirandinha

Mirandinha, Alcionei e Jimy. Aeroporto Hercílio Luz. Florianópolis. Foto Waldemar Anacleto

Desde ontem a noite há uma nova estrela no firmamento. Você, como eu e grande parte da humanidade, talvez ainda não tenha se apercebido. Para nós, que vivemos a normalidade do grande complexo que é a vida diária, mal nos apercebemos da grandiosidade da vida eterna, onde a plenitude é o cotidiano, o comum, o simples, o perpétuo.

Mas há um instante em que o universo se aquieta para saudar o novo visitante, filho pródigo que retorna à casa paterna. Então nos assustamos. E egoístas que ainda somos, choramos. Sem maldade, mas choramos. Por equívoco, mas choramos. Tomara que o impacto não nos torne esquecidos, logo ali adiante, passados alguns meses, às vezes uns poucos anos, esquecidos de que também nós, um dia; logo ali adiante, também seremos ungidos com a graça da bem-aventurança da vida eterna.

Antônio Santos Miranda, Mirandinha. Músico, compositor, arranjador, regente. Musicalidade pura. Coração se derramando sobre os versos que também fazia e o amor que dedicava a quem também o amava. E também aos que – por algum descuidado, desconhecimento ou falta de oportunidade – ainda não o amavam.

– Mirandinha, camarada de inesquecíveis jornadas, a saudade está chegando. Ouço as batidas dela na porta. Corro ou vou recebe-la. Porque com ela e todos os que te amaram e te amam neste momento estamos fundando o Fã Club que um dia – pode até ser um pouco distante – mas um dia, estaremos dizendo: “E aí, Miranda, onde é que vai ser a seresta hoje? Que tal começar com Saudade da Seresta?”

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