Há uma luz em algum lugar, esperando ser encontrada, apenas

O verso do poeta salta do quadro pendurado na parede e se aconchega na tela do computador. Que fazer, então? A resposta vem firme e pronta: Vamos seguir os versos do poeta quando diz “Há uma luz em algum lugar, esperando ser encontrada, apenas. Possamos ser sempre amigos; possamos ser sempre os mesmos amigos; possamos, a cada dia, ser um pouco mais do que somos”.
Por Antunes Severo

Mas, a que vem esse poetar em mares tão bravios como os de agora? Vem de quando a conversa se volta um pouquinho para o passado e trás lembranças daquele magrelo de corpo pequeno e cabeça grande que só não parece desproporcional porque carrega lindos e grandes olhos castanhos que brilham sem parar. E novamente o poeta intervém para quase dizer de quem falo: “Há, em algum lugar, uma luz. Que essa luz sempre exista, que essas velas nunca se apaguem”.

Pois lhes digo, assim é. Pelo menos na memória de uma menina que aos quatorze anos de repente se vê diante daquela figura que só conhecia de ver passar pela rua ou que ouvia pelas ondas do rádio.
Como você pode ouvi-la agora falando de Mozart Régis, o Pituca.
Nivalda, como que se deu esse encontro?
:: Áudio 1
Nessa época o Pituca era conhecido a ponto de ser identificado na rua?
:: Áudio 2
Tu chegaste a fazer parte do elenco?
:: Áudio 3
Onde eram os ensaios?
:: Áudio 4
No Rio o Pituca começou trabalhando em rádio?
:: Áudio 5


Pituca comanda programa de auditório na Rádio Guarujá, no final da década de 1940.

Pituca teve amigos? Por certo que sim. Poucos, talvez, mas os teve. De uma coisa, porém, não se duvida: teve, tem e continuará tendo muitos, muitos fieis e sinceros admiradores. Porque, como diz o poeta, “É necessário na escuridão, saber que, em algum lugar, / esperando ser encontrada apenas, há uma luz”.
JEC – Juventude Estudantil Católica
Nivalda Jacques, há 48 anos também Severo.
Há uma luz em algum lugar, de James Baldwin.


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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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