HB 110: Surge a firma Blumenau e Hackradt para administrar a Colônia

A dissolução da Sociedade Protetora de Emigrantes Alemães para o Brasil, acontecida em Hamburgo no meio das discussões da Assembléia Provincial de Santa Catarina para aprovação do projeto do Dr. Blumenau, colocou o colonizador em sérias dificuldades. Contudo, já não era possível voltar atrás. Havia encaminhado as coisas de tal forma que regressar seria uma queda fatal. Estariam irremediavelmente derrotados, para sempre, os planos a fim dos quais vinha trabalhando e se dedicando há tantos anos. Seria a renúncia definitiva aos ideais tão sonhados.

Cairia por terra toda uma vida idealizado com o propósito de viabilizar o bem estar e as condições de vida que milhares dos seus compatriotas já não podiam desfrutar n velho mundo.  Embora não fosse homem de resoluções prontas, o Dr. Blumenau era pessoa de atitudes francas e, no mais das vezes, desassombradas. Pensou demoradamente no caso e decidiu colonizar, em parceria com Fernando Hackradt, as terras do Itajaí. Continuou, portanto, as negociações com o Governo da Província. Pleiteava, agora, a concessão em nome da firma Blumenau & Hackradt. Dispunha de, aproximadamente, trinta mil thalers, importância de difícil conversão para os dias de hoje. Mas o importante a saber é que metia mãos, pés e cabeça em uma tarefa muito superior às suas forças. Desassombro era uma das características da sua personalidade. E convicção era sua marca registrada.
Outros dotes de personalidade poderiam ser consideradas como suas grandes riquezas: a tenacidade, uma energia inquebrantável e a grande confiança que depositava em si mesmo. De tal sorte foi que, em junho de mil oitocentos e quarenta e oito, pouco mais de três meses desde o início do mal fadado requerimento à Assembléia Provincial, estava novamente frente a frente com o presidente Antero de Britto. O governante ouviu, demoradamente, a exposição das novas alternativas concebidas pelo Dr. Blumenau e resolveu conceder à firma Blumenau e Hackradt permissão para demarcar e medir dois distritos de colônia. Entretanto, não lhes dava o título definitivo sobre essas terras.

A seguir. Esse começo animou o colonizador a voltar aos contatos com o Governo Imperial.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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