HB 113: Tudo que o homem fez não vale nada

Ouvimos, no capítulo anterior, sobre Eduardo Teodoro Boesche. Ele viveu alguns anos no Brasil, como soldado do terceiro Batalhão de Granadeiros, composto por alemães, aquartelado na Praia Vermelha – Rio de Janeiro. Ao retornar à sua pátria publicou um livro de memórias no qual ridicularizava, de forma irritante, os brasileiros e as suas coisas. A frase histórica, e mais contundente, dizia o seguinte: “tudo o que a natureza fez no Brasil é bonito e admirável; tudo o que o homem fez não vale nada”. Dr. Blumenau, no livro que publicou, informando sobre as características do sul do Brasil, demonstrava, com muita sinceridade, a injustiça e a inverdade dessa e de outras afirmações dos detratores do nosso país.
Começava por preciosas informações sobre o estado das colônias alemãs de São Pedro de Alcântara e Vargem Grande, em Santa Catarina, e São Leopoldo e Três Forquilhas, no Rio Grande do Sul. Não escondia as dificuldades que os emigrantes encontrariam nos primeiros anos do seu estabelecimento e aconselhava a que emigrassem para o Brasil apenas os que estivessem dispostos a trabalhar com afinco e coragem, garantindo-lhes bem estar e prosperidade. Em entrevistas a jornais, nas viagens, nas visitas a amigos e parentes, desenvolvia, também, intensa propaganda. Bombardeava as informações contrárias e tendenciosas. Os resultados, porém, foram quase nulos, até porque nisso influía a situação política em que se encontrava a Alemanha de então. Mas ele não desistia.

A seguir: finalmente os dezessete primeiros colonos.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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