HB 120: Diante dos obstaculos eis que chegam os imigrantes

Após narrar os primeiros contratempos enfrentados na sua volta da Alemanha, em mil oitocentos e cinqüenta, Dr. Blumenau continua abordando os efeitos da falta de ação do sócio Fernando Hackradt. E isso comprometia os planos para recepção aos primeiros imigrantes, já a caminho do Brasil. Continua ele sua carta: “meu sócio estava firmemente decidido a retirar-se. Como um verdadeiro irmão eu aceitei a minha parte nos prejuízos, sem reclamação, continuando a estimá-lo e a considerá-lo, atribuindo ao imprevisto, à fatalidade, os danos sofridos. Mais tarde verifiquei que a maioria deles aconteceu pela sua negligência muito culpável. Com o meu dinheiro ele havia feito hábeis negócios para si, comprando, em seu nome, terras que eu me vi forçado a recomprar dele por cerca de mil e cem thalers”.
A situação era comprometedora. Já chegavam à capital da Província os emigrantes que o Dr. Blumenau encontrara na Alemanha.Vinham a bordo do veleiro Christian Mathias Schroeder. Eram dezessete pessoas, como já visto em capítulo anterior. Eram liderados por Reinoldo Gaertner, sobrinho do colonizador. Com ele a família Friedenreich, integrada por quatro pessoas; a família Kuhlmann, de 5 pessoas; Rimer e um filho; Franz Salenthien; Julio Richter – agrimensor; Paulo Kellner, Daniel Pfaffendorf, carpinteiro, e o marceneiro Geier. Esses colonos passaram dois dias em Desterro, às voltas com a Alfândega. Depois seguiram para Itajaí em um iate. Desse ponto subiram o Itajaí-açu em uma balsa improvisada até o Belchior, onde foram recepcionados a dois de setembro de mil oitocentos ecinqüenta.
A seguir: se até aí o sonho era expectativa, a partir de então a realidade se impunha ao colonizador.

0 respostas

Deixe um comentário

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *