HB 123: Dr. Blumenau vê seus planos desprovidos de rescursos

Aumentava o desespero e cresciam as dificuldades para o Dr. Blumenau. Assim foi o início das atividades da colônia após a recepção aos dezessete primeiros imigrantes. Estava sem meios para fazer frente aos compromissos cada vez maiores. A realização dos seus planos, que eram muitos e muito bem fundamentados, dependia de muito dinheiro. E ele havia perdido o apoio da Sociedade Protetora dos Imigrantes, extinta em Hamburgo, e deixara de contar com o beneplácito do governo da Província e do Império. Ficava, assim, completamente desprovido de recursos. Há quem registre que o seu sofrimento era de enlouquecer… inimaginável para quem não estivesse no seu lugar. Só mesmo ele sabia a quanta andavam os seus temores.
Homem reto, de caráter íntegro, honestidade acima de qualquer dúvida, a simples idéia de parar no meio do caminho… de ter de suspender o pagamento do que fora obrigado a tomar emprestado ou a comprar a prazo, causava-lhe apreensões verdadeiramente penosas. Vivia um drama extraordinariamente doloroso, a que poucos teriam resistido. Com a alma dominada por um sonho grandioso, sofria por ver quão difícil se tornava o seu caminho no dia-a-dia dos primeiros momentos. Decidiu ir ao Rio de Janeiro no início do ano de mil oitocentos e cinqüenta e um. Recorreu ao Governo Imperial e conseguiu um pequeno empréstimo. Junto a amigos, que confiavam na sua seriedade e acreditavam no futuro dos seus planos, obteve vários pequenos auxílios. Era preciso estar preparado para receber novos colonos já listados pare virem ao Brasil.
A seguir: mesmo assim a situação era crítica.

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