HB 126: Sentimentos impressionantes

“O excesso de trabalho me enfraqueceu, prostrando-me de cama. Eu não tinha, porém, tempo para cuidar de doenças. Tinha dívidas e precisava pagá-las. Como e com quê, é que eu não sabia”

Assim continuava a carta do Dr. Blumenau. “Vi a inevitável falência, a desonra bater-me à porta se eu não pagasse os meus credores. Todas as minhas esperanças pareciam desfeitas. Moralmente aniquilado, parecia-me humanamente impossível prosseguir nos planos de colonização. Que a Divina Providência preserve um homem honesto de semelhantes dissabores!” É preciso uma parada para imaginar o desespero desse homem cheio de boas intenções e de uma têmpera incomum. Mas segue ele sua narrativa, dando conta de sentimentos impressionantes. “Envelheci antes do tempo e, apesar de ter, posteriormente, sofrido muitos outros contratempo, a simples lembrança daquela época de terror causa-me um imenso horror. A minha única salvação foi a lembrança de minha querida mãe.

Recordando-me que ficara viúva havia pouco, não pus fim à minha existência”.  Suicídio? Exatamente. Aquele jovem afoito, sonhador, idealista, profundamente religioso, de formação moral irretocável, chegou a pensar em suicídio. É provável que à distância, analisando friamente tal disposição, possamos atribuir algum exagero a essa sua manifestação. Mas só mesmo quem estivesse na sua pele para saber o que sentia.

A seguir: Dr. Blumenau aprofunda a análise do desespero que o levou à beira do suicídio.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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