HB 136: Aumentam as dificuldades

A carta continua. Nela o Dr. Blumenau informa que não teve lucro algum com a venda de víveres e que não pôde fazer outros negócios porque a colônia absorvia todo o seu tempo. A única fonte de renda – afirmava – era a venda de terras e esta, como já dissera, rendeu, em dois anos, cento e sessenta e cinco mil réis. “Eu tinha e tenho, ainda, os meus ideais de colonizador; quis e quero realizá-los, mas falta-me o mais necessário, o dinheiro para desenvolver os meus planos. Em matéria de emigração, continua o indiferentismo na Alemanha; colonos abastados não vêm”. Conclui esse desabafo, deixando à mostra parte da sua desilusão.

“Recebi cartas muito animadoras por parte de pessoas importantes de minha pátria, mas que, entretanto, não me trouxeram auxílio algum, Mais uma vez eu procurava auxílio na Alemanha, tendo, por esse motivo, feito uma viagem em mil oitocentos e quarenta e oito a mil oitocentos e cinquenta. Tudo, porém, fora em vão”. Sua carta continua com uma série de considerações sobre o pouco caso dos estadistas alemães em matéria de emigração. Manifesta, às vezes, conceitos bem pesados para as teorias extravagantes dos políticos de então, que cruzavam os braços ante o desvio das correntes emigratórias para os Estados Unidos.

A seguir: Blumenau concentra sua esperança de auxilio apenas no governo do Rio de Janeiro.

 

Categorias: , , Tags: , , ,

Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
Veja todas as publicações de .

Comente no Facebook

0 respostas

Deixe um comentário

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *