HB 138: Dr. Blumenau luta pelos seus sonhos

Juntamente com o pedido de um adiantamento de dez contos de réis, Dr. Blumenau propôs que o governo lhe adiantasse, em sete anos  consecutivos, uma determinada soma que garantisse a execução dos seus planos. Esse era, a seu ver, o único meio de poder prosseguir no empreendimento. Se deixasse de ser atendido, dispunha-se a vender o que lhe pertencia e ir para a África Portuguesa, para as Filipinas ou para as Índias. Encontrava em um desses destinos campo mais favorável para concretização do seu sonho. Sua conclusão era a de que “a não poder, como eu pretendia criar no Itajaí uma colônia que honrasse o meu nome e que se fundasse em planos liberais e criteriosos, eu me afastaria… pesaroso, sim, mas, definitivamente, do Brasil”.

Foi o cheque mate do colonizador no governo Imperial. Achava dolorosa a idéia de abandonar, assim, uma terra que já recebera a sua afeição e o seu suor. Mas via nela a única saída diante dos fatos. “Insisti inutilmente no que pretendia alcançar; sacrifiquei os meus melhores anos e forças no propósito de ser útil à minha terra e aos meus patrícios, para os quais a América oferece um campo de atividade como em nenhuma outra parte do mundo. Não tive auxilio de parte nenhuma e a obra de vulto que eu quero realizar não pode ser executada por um só homem”, justificava ele. “Se fracassar, pois, ninguém me culpe. Fiz mais que podia e do que via e, ainda estou disposto a sacrificar tudo se vir resultado no meu esforço”, arremata ele.

A seguir: mais do que desiludido, corajoso; mais do que racional, Blumenau foi emocional na sua exposição de motivos.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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