HB 139: a cartada decisiva

Pela primeira vez aparece a queixa do Dr. Blumenau contra todas as circunstâncias enfrentadas até então. Ele continua a carta, dizendo: “a sorte não me foi até aqui favorável e eu não posso mais lutar contra ela. Tudo eu sacrifiquei pelos outros; é justo, pois, que eu abandone os meus ideais e procure angariar novos meios para suavizar os dias da minha velhice”. Prossegue afirmando que “verei, em breve, se as coisas forem de mal a pior; tenho, porém, esperança de bom êxito, pois, já não sou um desconhecido na Corte e conto com amigos em destacadas posições junto ao governo. Eles reconhecem que os meus trabalhos trariam grandes vantagens ao Brasil. Até o Imperador me conhece; mandou-me chamar diversas vezes para a audiência e estudou minuciosamente os meus planos”.

 Uma análise desse documento deixa claro o momento de verdadeira confusão do colonizador. Os sentimentos continuavam a empurrá-lo para a certeza de que haveria de lograr êxito. A razão, porém, o atormentava com a possibilidade de vir a desistir de tudo. É fácil compreender que, entre uma e outra alternativa, se estabelecesse um grande conflito. Uma era a vontade, inquebrantável, a direcioná-lo rumo ao destino que se impusera ao deixar a Alemanha. Outra era a realidade que, até então, só lhe mostrara uma face cruel indiferente aos seus sofrimentos.

 A seguir: Dr. Blumenau joga a cartada decisiva.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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