HB 142: O Brasil é um país para os colonos como não há outro

O colonizador informa ao destinatário dessa longa missiva, cujo nome não aparece no registro histórico das obras consultadas, que o governo brasileiro parece ter medo dos colonos alemães, embora os estime como bons trabalhadores. Garante, também, que se o governo o ajudar de alguma maneira, a continuar ele com força e saúde, há de mostrar em Santa Catarina que o alemão, por seu próprio esforço, pode conseguir alguma coisa que não seja ensinada pelos yankees. “Hei de mostrar”, diz ele, “que o Brasil é uma país para os colonos como não há outro”.  Aparece aqui, mais uma vez, a força da convicção que tanto contribuiu para levar a cabo o seu intento.

Estimava que em poucas semanas o seu caso seria resolvido e, se favorável às suas pretensões, haveria de escrever um livrinho dando conselhos e avisos aos emigrantes, combatendo com energia as intrigas e os conceitos desfavoráveis que muita gente fazia sobre o Brasil. “Defira o governo o meu requerimento e em pouco tempo mudarei o aspecto do Vale do Itajaí”, asseverou. Ele mesmo trataria da lavoura, para dar bom exemplo; haveria de instalar engenhos de serra que dariam vida à colônia e renda a muita gente; praticaria a horticultura e organizaria um pomar modelo. Dizia possuir, para isso, um terreno magnífico, com terra solta e fértil, numa ponta aguda formada por uma volta do rio, defronte à futura cidade. Provavelmente vem daí o nome tão conhecido de uma das regiões mais citadas de Blumenau: a Ponta Aguda.

A seguir: Dr. Blumenau abre o coração e mostra quão grandioso era.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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