HB 144: sem novos imigrantes as colônias não têm como progredir

Ele prossegue a carta, asseverando que precisa esquecer tudo em prol das realizações em que estava empenhado. “Sem dinheiro e braços, a melhor vontade e a mais amadurecida experiência nada conseguirão”, afirma. Sabia que sem a entrada contínua de novos imigrantes, as colônias não tinham como progredir. Não havia colonização em pequena escala e, se assim fosse, ele não pediria coisa alguma aos outros. Finalmente, pede a interferência do amigo. Diz: “no círculo de suas relações, o senhor ajude com o seu prestígio a esclarecer os meus pontos de vista; prestará assim um grande serviço a muitos pobres que, na América do Norte e na Austrália, passariam pedaços mais amargos do que aqui”.
Para encerrar, diz de coisas bastante pessoais como os instrumentos de química, coleções de estudos e aparelhos astronômicos que continuavam encaixotados desde 1850, sem lugar para colocá-los e sem tempo para manejá-los; diz da vontade de instalar um observatório e mandar buscar sua coleção de minerais e livros mais modernos; pede indicação das obras mais importantes aparecidas na Alemanha desde a sua partida. Neste particular, detém-se um pouco no pedido de obras sobre a arte da jardinagem e uma revista desse gênero, além de obras específicas de St. Hilaire e trabalhos de Von Martius, versando sobre plantas brasileiras. Faz desfilar, ainda, uma série de títulos que, a seu ver, o ajudariam no trato das plantas adaptáveis ao clima da colônia.
A seguir: Dr. Blumenau – caráter, inteligência, cultura, intrepidez e decisão a serviço de uma causa.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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