HB 146: a decisão final

No ano de mil, oitocentos e cinquenta e cinco, Dr. Blumenau chegou ao Rio de Janeiro com uma decisão final. Ou obtinha o suprimento das suas necessidades para continuar com o projeto da colônia, ou deixaria o Brasil em busca de outros países onde pudesse contar com maior apoio. Contava, então, trinta e seis anos e já se dedicava há mais de cinco a serviço do sonho de sua vida. Foi bater e valer. Conseguiu formalizar com o Governo Imperial um contrato significativo. O Império obrigava-se a emprestar-lhe, sem juros, mais oitenta e cinco contos de réis ao longo de sete anos. Seria um repasse de vinte e cinco contos no primeiro ano e o restante em seis anos, o que significava dez contos por ano.

Em contrapartida, o colonizador comprometia-se a trazer para a colônia mais quatro mil imigrantes no prazo de dez anos. Por conta dos recursos obtidos forneceria aos colonos toda a infraestrutura como moradia, víveres, instrumentos agrícolas, estradas para o porto de Itajaí e para a serra, pontes, etc. Eram compromissos muito grandes. Mas o colonizador os assumiu com verdadeiro entusiasmo ou, quem sabe, premido pelas circunstâncias de quem se encontrava à beira do insucesso. Mas a primeira hipótese é a mais válida. Sempre foi otimista e, em muitos casos, verdadeiramente desassombrado. Não temia as contrariedade, até porque apesar dos pesares a colônia progredia e suas bases, ainda que marcadas pelas dificuldades de realização, estavam bem assentadas.

A seguir: a primeira ação, depois disso, foi intensificar a propaganda.

Categorias: , , Tags: , , ,

Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
Veja todas as publicações de .

Comente no Facebook

0 respostas

Deixe um comentário

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *